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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mãe, tem visita para dormir! Como lidar com namoros adolescentes

É preciso aceitar que filhos crescem e são livres para escolher seus parceiros

CORREIO BRAZILIENSE
Esqueça o futebol. Se existe um clássico que rende conversa em mesa de bar é sogra versus genro ou sogra versus nora.
Em 2008, quando não conseguiu um emprego depois de se formar, a turismóloga Ângela Silva, 25 anos, se viu empurrada para o meio de campo, prestes a protagonizar a peleja.
– Eu não tinha trabalho, e os pais do meu namorado me convidaram a tentar alguma coisa em São Paulo, morando com eles – conta.
Adaptar-se aos horários e à falta de privacidade ela tirou de letra. O ciúme da sogra é que era difícil de driblar.
Para o psicólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Aílton Amélio, a maior parte dos problemas nas relações com as sogras surge devido à dificuldade de a mãe ver uma terceira pessoa numa relação que antes era essencialmente entre ela e o filho.
De acordo com o psicólogo Thiago de Almeida, a boa convivência familiar não depende só de ir ou não com a cara do sujeito. Aceitar que filhos crescem e são livres para escolher seus próprios parceiros faz parte.
– Quando o filho permite que alguém frequente a casa dos pais é um sinal de que, para ele, aquele é um relacionamento importante. O problema é que para alguns pais assumir um compromisso assim é quase como romper o cordão umbilical de vez, e aí eles se sentem abandonados – explica.
Limite é bom e todo mundo gosta
Limites precisam ser determinados – e respeitados – para garantir a coexistência pacífica. Algumas regrinhas podem ajudar a dosar o relacionamento em casa, de acordo com especialistas, como quartos de portas abertas ou cada um em um cômodo. Mas se a visita passa a ser um incômodo, cabe aos pais controlar a situação.
– Eles são mais experientes em ocasiões de estresse, por isso o melhor é que descubram como ajustar as coisas sem invadir o espaço do filho. O que não pode é deixar que o filho faça o papel de mediador de conflitos – explica o psicólogo e especialista em relacionamentos Thiago de Almeida.
O ideal é que exista flexibilidade. Engolir alguns sapos também não é o fim do mundo, mas é preciso ter diplomacia e negociar com firmeza.
Dicas de convivência
Se seu filho ou filha traz o namorado para dentro de casa, a boa educação é bem-vinda para deixar o convívio ainda mais agradável ou evitar estresse no ambiente familiar.
:: É normal fazer uma ou outra visita no começo do namoro, mas entrar de vez na vida da família não é uma boa. Ensine seus filhos que passar dias e noites inteiros na casa do namorado, só depois de alguns meses. Para a especialista em etiqueta Virgínia Gargiulo, cada caso é um caso, mas seis meses é um período mais adequado para a convivência mais direta com a outra família.
:: Se o adolescente vai ficar mais de um dia na casa do namorado, oriente-o a organizar uma mala ou bolsa de roupas que seja suficiente. Pedir roupa emprestada para a sogra ou para a cunhada pode ser desconfortável.
:: Fale para as meninas que manter o banheiro organizado é fundamental. Oriente para que ela não esqueça peças de roupas íntimas por lá. Os meninos devem prestar atenção à tampa do vaso levantada.
:: Aparecer de camisola ou samba-canção à mesa do café da manhã não tem nada a ver. Segundo Gargiulo, circular nas áreas comuns da casa, só depois de devidamente vestido.
:: Se a situação está ruim mesmo em relação aos modos dos namorados, o melhor é chamar os dois para uma conversa franca. Ficar soltando indiretas pode piorar a situação.

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