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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Insistir ou desistir? Eis a questão Especialistas ensinam a avaliar quando insistir em algo pode ser um erro...

Não há como fugir: mudanças ocorrem dentro e fora de nós. E o que era bom no início, pode não fazer mais sentido em um momento posterior da vida. As razões para essa transformação no nosso modo de perceber pessoas e situações são as mais variadas: por vezes nós é que mudamos nossas aspirações e descobrimos novos talentos. Em outras ocasiões, os acontecimentos simplesmente seguem em direções diferentes das que havíamos previsto – ou idealizado. Daí, quando a realidade contrapõe a expectativa que tínhamos, surge o conflito e o questionamento angustiante: insistir ou desistir?
Quando a dúvida diz respeito a um relacionamento amoroso, a decisão se torna ainda mais difícil, pois há diversos fatores envolvidos.
"As pessoas se acostumam umas com as outras, existe uma relação íntima entre elas, que passaram juntas por um período da vida que não pode ser simplesmente descartado. Isso tudo dificulta a decisão de terminar ou não a relação", explica o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida.
Já na vida profissional, há questões mais práticas que podem ser levadas em conta, como a necessidade de garantir um salário ao fim do mês, mesmo quando se está insatisfeito em determinada posição.
"A chegada de um filho ou as mudanças ocorridas em alguns valores pessoais ou prioridades também podem gerar questionamentos sobre o atual trabalho", diz a psicóloga Mariana Stachiu.
Tanto na vida pessoal quanto profissional, pesa, ainda,o fato de que toda mudança é uma crise e nos obriga a sair de uma situação da qual temos controle e partir para o desconhecido. Só que nem sempre estamos dispostos ou preparados para enfrentar a turbulência.
"Mesmo quando a insatisfação é grande, o movimento de buscar algo diferente, assumir riscos e lidar com um novo aprendizado, distorce a nossa avaliação e contribui para que subestimemos o desconforto", afirma a psicóloga Luci Balthazar.
Por outro lado, não há dúvidas de que todo obstáculo pode ser visto como um desafio. Mas e se você não estiver disposto a enfrentá-lo?
"Todo ser humano tem seu limite de aceitação, compreensão e tolerância determinados pelas experiências já vividas", declara a psicanalista Albangela Ceschin Machado.
De qualquer forma, diante da dúvida, seja ela qual for, vale refletir sobre o sofrimento que a situação atual está lhe causando. Continuar ou desistir de uma relação amorosa, por exemplo, dependerá da capacidade individual de conviver e administrar conflitos. Já em um impasse de ordem profissional, vale considerar que o trabalho, além de ser uma fonte de renda, também precisa ser forma de realização e uma oportunidade de exercitar os talentos e de ser reconhecido por eles.
Fazer perguntas a si mesmo, imaginando um cenário diferente do que o deixa descontente no momento, pode ajudar a encontrar o motivo da sua insatisfação, conforme orienta a coach BibiannaTeodori.
"Numa situação profissional, você pode se questionar: E se eu fosse promovido? E se recebesse um aumento? E se pudesse trabalhar em casa? E se o chefe que eu não suporto mudasse de área ou saísse da empresa? E se eu trocasse de emprego?", exemplifica.
O caminho do meio
Entre insistir e desistir, há, ainda, a opção de mudar: sentimentos, atitudes ou ponto vista.
"Numa relação, sempre é possível negociar. Mas é preciso que cada um dos dois saiba de si, de suas verdadeiras intenções, e seja capaz de estabelecer um acordo bom para ambos os parceiros, sem pender para um dos lados", diz o psicoterapeuta Sergio Savian.
"Insistir ou desistir também implica em investimento pessoal. Mas uma vez analisados os fatores e tomada a decisão, pode ser necessário conviver com aquela situação ruim por um tempo, até que seja possível colocar em prática uma estratégia para atingir a meta definida", diz a psicóloga Luci Balthazar.
Também é interessante considerar que resolver abandonar um emprego ou relacionamento não é sinônimo de fracasso. Pode significar apenas que fizemos uma avaliação e concluímos que o investimento psíquico e emocional exigido para manter a situação anterior era penoso demais.
"Desistir de algo é muito difícil, tão ou mais difícil do que investir. Algumas vezes, é mais justo assumir o que não pode fazer ou já não consegue mais continuar por algum motivo a não cumprir os compromissos adequadamente", diz a coach BibiannaTeodori.
Por fim, depois de resolvido o impasse, tente não se lamentar pelo tempo perdido. Lembre-se que toda experiência é um aprendizado, que contribui para o crescimento pessoal. Além disso, todo o fim traz a possibilidade de um recomeço.
"É a oportunidade que cada um de nós tem para fazer algo melhor do que havíamos planejado. As mudanças de percurso são importantes, pois nos preparam para atingir nossos mais nobres objetivos", declara a psicóloga Mariana Stachiu.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Desistir não é fracassar; aprenda a avaliar quando insistir é um erro

Marina Oliveira e Rita Trevisan
Do UOL, em São Paulo
  • Getty images
    Tanto na vida pessoal quanto profissional, a mudança significa uma crise
    Tanto na vida pessoal quanto profissional, a mudança significa uma crise
Não há como fugir: mudanças ocorrem dentro e fora de nós. E o que era bom no início, pode não fazer mais sentido em um momento posterior da vida. As razões para essa transformação no nosso modo de perceber pessoas e situações são as mais variadas: por vezes nós é que mudamos nossas aspirações e descobrimos novos talentos. Em outras ocasiões, os acontecimentos simplesmente seguem em direções diferentes das que havíamos previsto –ou idealizado. Daí, quando a realidade contrapõe a expectativa que tínhamos, surge o conflito e o questionamento angustiante: insistir ou desistir?
Quando a dúvida diz respeito a um relacionamento amoroso, a decisão se torna ainda mais difícil, pois há diversos fatores envolvidos. "As pessoas se acostumam umas com as outras, existe uma relação íntima entre elas, que passaram juntas por um período da vida que não pode ser simplesmente descartado. Isso tudo dificulta a decisão de terminar ou não a relação", explica o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo).
Já na vida profissional, há questões mais práticas que podem ser levadas em conta, como a necessidade de garantir um salário ao fim do mês, mesmo quando se está insatisfeito em determinada posição. "A chegada de um filho ou as mudanças ocorridas em alguns valores pessoais ou prioridades também podem gerar questionamentos sobre o atual trabalho", diz a psicóloga Mariana Stachiu, coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.


Tanto na vida pessoal quanto profissional, pesa, ainda,o fato de que toda mudança é uma crise e nos obriga a sair de uma situação da qual temos controle e partir para o desconhecido. Só que nem sempre estamos dispostos ou preparados para enfrentar a turbulência. "Mesmo quando a insatisfação é grande, o movimento de buscar algo diferente, assumir riscos e lidar com um novo aprendizado, distorce a nossa avaliação e contribui para que subestimemos o desconforto", afirma a psicóloga Luci Balthazar, mestre em Psicologia do Trabalho pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Por outro lado, não há dúvidas de que todo obstáculo pode ser visto como um desafio. Mas e se você não estiver disposto a enfrentá-lo? "Todo ser humano tem seu limite de aceitação, compreensão e tolerância determinados pelas experiências já vividas", declara a psicanalista Albangela Ceschin Machado, especialista em terapia de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
De qualquer forma, diante da dúvida, seja ela qual for, vale refletir sobre o sofrimento que a situação atual está lhe causando. Continuar ou desistir de uma relação amorosa, por exemplo, dependerá da capacidade individual de conviver e administrar conflitos. Já em um impasse de ordem profissional, vale considerar que o trabalho, além de ser uma fonte de renda, também precisa ser forma de realização e uma oportunidade de exercitar os talentos e de ser reconhecido por eles.
Fazer perguntas a si mesmo, imaginando um cenário diferente do que o deixa descontente no momento, pode ajudar a encontrar o motivo da sua insatisfação, conforme orienta a coach BibiannaTeodori, coautora do livro "Coaching na Prática" (Editora França). "Numa situação profissional, você pode se questionar: E se eu fosse promovido? E se recebesse um aumento? E se pudesse trabalhar em casa? E se o chefe que eu não suporto mudasse de área ou saísse da empresa? E se eu trocasse de emprego?", exemplifica. 





Largar tudo e dar a volta ao mundo não é só para milionários; veja histórias26 fotos

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"Descobrimos que era possível viajar o mundo de carro pelo livro "Challenging your Dreams" e ficamos com essa ideia na cabeça. Decidimos viajar assim nos inspirando neles. Quando contamos sobre a viagem, a crítica era sempre em torno de largar o emprego. Somos da geração cujos pais passaram por uma hiperinflação e, para eles, a estabilidade é a chave da felicidade. Ninguém largaria um bom emprego a menos que fosse por outro". Leonardo Spencer, 29, administrador que está fazendo uma viagem de volta ao mundo com a mulher, a economista Rachel Paganotto, 28. Foto tirada à caminho para o vulcão Chimborazo, Equador Arquivo pessoal
O caminho do meio
Entre insistir e desistir, há, ainda, a opção de mudar: sentimentos, atitudes ou ponto vista. "Numa relação, sempre é possível negociar. Mas é preciso que cada um dos dois saiba de si, de suas verdadeiras intenções, e seja capaz de estabelecer um acordo bom para ambos os parceiros, sem pender para um dos lados", diz o psicoterapeuta Sergio Savian, autor do livro "Amar Vale a Pena!" (Editora Landscape).
"Insistir ou desistir também implica em investimento pessoal. Mas uma vez analisados os fatores e tomada a decisão, pode ser necessário conviver com aquela situação ruim por um tempo, até que seja possível colocar em prática uma estratégia para atingir a meta definida", diz a psicóloga Luci Balthazar.
Desistir não significa ser derrotado
Também é interessante considerar que resolver abandonar um emprego ou relacionamento não é sinônimo de fracasso. Pode significar apenas que fizemos uma avaliação e concluímos que o investimento psíquico e emocional exigido para manter a situação anterior era penoso demais. "Desistir de algo é muito difícil, tão ou mais difícil do que investir. Algumas vezes, é mais justo assumir o que não pode fazer ou já não consegue mais continuar por algum motivo a não cumprir os compromissos adequadamente", diz a coach BibiannaTeodori.
Por fim, depois de resolvido o impasse, tente não se lamentar pelo tempo perdido. Lembre-se que toda experiência é um aprendizado, que contribui para o crescimento pessoal. Além disso, todo o fim traz a possibilidade de um recomeço. "É a oportunidade que cada um de nós tem para fazer algo melhor do que havíamos planejado. As mudanças de percurso são importantes, pois nos preparam para atingir nossos mais nobres objetivos", declara a psicóloga Mariana Stachiu.

domingo, 30 de março de 2014

NAMORAR COMBATE O ESTRESSE

Você sabia que namorar ajuda a combater a ansiedade e depressão? Conheça os benefícios do relacionamento amoroso


Texto: André Bernardo/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel 
Estar apaixonado ajuda a combater doenças, como ansiedade e depressãoFoto: Shutterstock 
Namorar faz bem ao organismo. E à autoestima também. É o que reafirma um estudo da Associação Americana para o Progresso da Ciência. A neurocientista Wendy Hill pesquisou o comportamento de 15 casais de estudantes, divididos em dois grupos. Enquanto os pares do primeiro grupo se beijaram durante 15 minutos (com direito à luz suave e música romântica), os do segundo grupo tiveram que se contentar em apenas conversar durante esse período.
Por meio da análise de sangue e urina dos participantes, a pesquisadora verificou que os níveis de cortisol — hormônio ligado ao estresse — dos membros do primeiro grupo despencaram, enquanto os do segundo grupo se mantiveram inalterados. O resultado da pesquisa não surpreendeu o psicólogo Thiago de Almeida, da USP, especialista em relacionamentos amorosos. Segundo ele, além de reduzir o estresse e aliviar as tensões, estar apaixonado ajuda a combater doenças, como ansiedade e depressão. “O amor fortalece o sistema imunológico contra agentes patogênicos, como vírus, fungos e bactérias”, confirma.

Um pouco de machismo faz bem à relação?

"Um pouco de machismo [na relação] faz bem senão vira bagunça", disse o ator Bruno Gissoni. O que você pensa a respeito? Especialistas opinam sobre o assunto!


Foto: Thinkstock
Foto: Thinkstock
Da REDAÇÃO
Uma declaração recente do ator Bruno Gissoni, em entrevista ao jornal "O Globo", deu o que falar. Para ele, "um pouco de machismo [na relação] faz bem, senão vira bagunça". O ator vive o personagem André na novela "Em Família", e namora Luíza, interpretada pela atriz Bruna Marquezine. Depois, pelo Twitter, o ator se defendeu dizendo que não é machista e que sua declaração foi tirada de contexto. A questão é que nenhuma atitude de natureza machista faz bem em relacionamentos afetivos.
Mas não estamos tão distante dessa realidade comportamental dos homens. Basta relembrar de alguns comentários típicos, como "mulher que faz sexo no primeiro encontro não serve para casar"; "cuidar da casa, lavar e passar é coisa de mulher"; "mulher minha não tem que trabalhar fora"; "mulher que gosta de usar roupas curtas é porque quer ser cantada" ou ainda a clássica "homem velho com mulher novinha é normal, mas o contrário não é legal". Essas e outras mais são algumas das afirmações machistas mais reproduzidas no dia a dia. E embora elas sejam ditas de maneira sarcástica, são atitudes como essas que definem alguém como machista, explica o psicólogo Thiago de Almeida, que também é autor dos livros "Relacionamentos amorosos: o antes, o durante e o depois" e "Ciúme e suas consequências para os relacionamentos amorosos".
Sobre a declaração de que um pouco de machismo é bom para a relação, Thiago avalia que muitos homens ainda pensam dessa forma. Ele ainda reforça que não há necessidade desse tipo de ideologia para um relacionamento se traduzir em duração e qualidade em termos de satisfação para ambos os envolvidos. "Muito pelo contrário: esse tipo de pensamento está fadado ao fracasso. Uma boa relação se constrói tendo por base amor, respeito, companheirismo e diálogo. Se o homem tem pensamentos machistas, a mulher deve considerar se realmente vale viver alicerçada nestes fundamentos. A mulher não deve aceitar viver sob a sombra de um companheiro machismo, senão ela irá se frustrar e viver infeliz na relação", explica.
Para Oswaldo M. Rodrigues Jr., que é psicólogo, psicoterapeuta sexual e membro do Conselho Científico da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, uma pessoa machista é aquela que vê o homem sempre de maneira superior à mulher. Mas é importante entender também que há mulheres machistas. "Muitos homens e muitas mulheres pensam assim! Um exemplo é a mulher que convida o homem para jantar e, na hora de pagar a conta no restaurante, se ele propõe dividir as despesas, ela se levanta e vai embora, deixando-o sozinho", opina Oswaldo, que também é membro dos Conselhos Consultivos da WAS (World Association for Sexual Health).
E aquela velha discussão de que os homens são machistas por conta da criação das mães? Para Thiago de Almeida, muitas famílias ainda criam seus filhos para serem os provedores. E dependendo do ambiente que crescem - comunidades, amigos ou escola - os meninos ainda acreditam que devem ser superiores às mulheres. "Nisso, algumas mães, também pela maneira como foram criadas, acreditam que seus filhos devem, sim, mandar em suas futuras mulheres, pois elas mesmas obedecem a seus maridos", analisa o psicólogo.
Para Renata Yamasaki, os filhos devem receber a educação afetiva e sexual em casa, aprendendo a conhecer valores da vida sem as distorções da cultura e da sociedade. "É em casa que eles precisam ser ensinados das virtudes morais", diz. Em relação aos problemas que um relacionamento machista pode trazer à mulher, Oswaldo analisa que isso depende de quem são as pessoas envolvidas no casal. "Uma mulher machista necessita de um homem machista. Por sua vez, uma mulher machista espera que o homem pague a conta do restaurante, do motel, da viagem de férias etc. Quando o casal não tem a mesma proposta ideológica, com certeza, haverá conflito", comenta o psicoterapeuta.
Na avaliação da psicóloga Renata Yamasaki, um homem com atitudes machistas tende a rebaixar a mulher e a derrubar sua autoestima fazendo com que ela sinta-se diminuída e por baixo. "Esta atitude pode levá-la a sentir-se fraca, sem coragem, não conseguindo reverter a situação em que se encontra, tornando-se 'refém' dessa relação doentia. Em alguns casos vale até mesmo procurar ajuda profissional especializada para ajudar essa mulher a entender e a se posicionar diante desta situação", avalia a psicóloga.
CLIQUE AQUI para saber quais sinais indicam que ele é machista!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Convite para todos vocês assistirem uma palestra gratuita que eu vou ministrar

Prezados amigos, e mais especificamente mulheres amadas do meu facebook. Convido a vocês e e extendo o meu convite aqueles que vocês se sentirem à vontade (principalmente as mulheres) a participarem das minhas palestras desse Congresso Virtual Online (gratuito) dirigido mais especificamente para as mulheres... um abraço http://www.conquistarumhomem.info/programacao-completa/ Falarei sobre importantes temas que podem dificultar os relacionamentos amorosos tais como: "Infidelidade amorosa", "Parceiros escorregadios que não querem nada sério e fogem de casamento" e "pessoas que querem ter um relacionamento amoroso com mais de uma pessoa ao mesmo tempo". A inscrição é gratuita. O Congresso é virtual (online), quaisquer dúvidas me perguntem, um abraço



segunda-feira, 17 de março de 2014

Exigir demais do parceiro coloca em risco a qualidade da vida a dois


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Marina Oliveira e Rita Trevisan
Do UOL, em São Paulo



  • Thinkstock
    Exigir do outro aquilo que falta em você é um dos fatores que desgastam um relacionamento
    Exigir do outro aquilo que falta em você é um dos fatores que desgastam um relacionamento
Por muito tempo, ter um casamento bem-sucedido significava possuir uma casa para morar e contar com uma renda para manter a família. Com o passar dos anos, vieram as aspirações românticas. Já não adiantava o casal ter recursos para prover as necessidade básicas do lar, se não existisse amor conjugal e companheirismo.
Hoje, muitas dessas exigências continuam, mas somadas a outras. Boa parte das pessoas entra em uma relação com o desejo de encontrar a parte que lhe falta para, dessa forma, se sentirem completas. É como se elas depositassem no outro uma certa responsabilidade pela sua evolução pessoal. Mas será que isso não significa exigir demais do par?
O questionamento foi levantado pelo psicólogo Eli Finkel, diretor do Departamento de Psicologia Social da Universidade de Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos, que investigou as expectativas dos norte-americanos em relação ao casamento, no passado e nos dias atuais.
Para Finkel, o nível de exigência entre os casais passou a ser alto demais, principalmente se considerarmos que o tempo e a disponibilidade para se dedicar a uma relação vem diminuindo.

thinkstock

Você é carente?

Faça o teste elaborado com a consultoria do psicólogo Marcelo Quirino, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e descubra se a sua necessidade de ser amado é natural ou passa dos limites.

Na opinião do psiquiatra Luiz Cuschnir, coordenador do Gender Group do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), o erro não está em desejar a ajuda do parceiro no processo de autoconhecimento, mas, sim, em estabelecer papéis para o outro cumprir.
"O parceiro pode contribuir se não for encarado como um professor ou terapeuta", diz Cuschnir. "Expectativas exageradas viram cobrança e as atitudes do outro passam a ser vistas como fundamentais para a satisfação pessoal", explica.
Ter um certo nível de exigência em relação àquela pessoa que você escolheu para dividir a vida a dois é normal, afinal, estar com o outro foi uma preferência entre tantas possibilidades. No entanto, segundo o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), é preciso ter o pé no chão.
"Muitas pessoas confundem o parceiro com um super-herói indestrutível, que vai salvá-lo de todas as situações difíceis. E se esquecem que ele é humano e cheio de defeitos e medos, como todo mundo", afirma.





Conheça 13 frases que você nunca deve dizer durante uma briga de casal14 fotos

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Qualquer pessoa que já teve um relacionamento sério já se pegou dizendo algo que não deveria durante uma briga, e também ouviu frases capazes de tirar qualquer um do sério. "Tem gente que discute tudo com muita agressividade, até problemas pequenos", diz a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa, autora de "A Metade da Laranja? Discutindo Amor, Sexo e Relacionamento" (Ed. Master Books). Para ela, a melhor solução para evitar esse tipo de situação é não discutir quando os ânimos estão alterados e avaliar o peso do problema que está sendo tratado. "Se sua intenção é detonar o outro, fale o que quiser. Mas se quiser resolver o problema, algumas coisas não devem ser ditas", afirma. A seguir, veja quais são as piores frases que costumam ser ditas em brigas de casais e saiba por que evitá-las. Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Leia mais Lumi Mae/UOL

Confusão de papéis

O excesso de expectativas, segundo a psicóloga Graziela Baron Vanni, coautora do livro "Amor, Ciúme e Infidelidade" (Editora Letras do Brasil), é a origem dos problemas das pessoas que não se sentem felizes sozinhas e que esperam que o parceiro realize, de alguma forma, aqueles sonhos que elas não conseguiram atingir por conta própria.
Quem tem esse perfil também sente dificuldade de entender os papéis que cada pessoa representa em sua vida. "O parceiro de relacionamento não tem a obrigação de suprir o lugar do melhor amigo ou da mãe. Ele ajudará e dará conselhos também, mas à sua maneira", explica.
É preciso levar em conta que cônjuge está ao seu lado porque ama você. Ele vai ouvir suas reclamações, provavelmente lhe dará um abraço bem forte nos momentos de angústia e até poderá lhe dar algumas ideias de como resolver os seus problemas. Porém, não poderá enfrentar desafios em seu lugar.
"Quem espera muito do parceiro cria uma relação de dependência e sofre. Além disso, não é justo depositar no outro a responsabilidade pela própria felicidade", afirma Graziela.
Até porque, durante a busca por crescimento pessoal, é preciso lembrar que o par também possui o seu próprio universo, que ele tem experiências passadas e expectativas com o futuro. 





Veja dez coisas que despertam ciúme, mas não deveriam10 fotos

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FILME PORNÔ: muitos se sentem incomodados quando o parceiro ou parceira gosta de filmes eróticos por acharem que isso significa falta de desejo por seu par, o que não é verdade. A psicóloga especialista em relacionamentos Pamela Magalhães indica usar esse e outros hábitos ou hobbies do parceiro a favor da relação, e não contra. "É importante respeitar o que sempre pertenceu à vida do outro". O psicoterapeuta Leo Fraiman faz uma ressalva: se o costume de assistir a esse tipo de filme começou junto com um desinteresse do parceiro por sexo, é bom conversar e tentar entender o motivo. "Fora isso, o casal pode aproveitar os filmes para descobrir novas possibilidades na cama" Leh Latte/UOL
"A consciência de que há outra história, além da que os dois estão construindo juntos, é a base real do respeito", declara Luiz Cuschnir. "A estabilidade se dará quando os dois aumentarem o vínculo a dois, ao mesmo tempo em que se desenvolvem individualmente", diz o psiquiatra.
Em tempos difíceis na relação, como durante uma crise financeira ou na chegada do primeiro filho, não adianta pressionar o parceiro. É preciso perceber o limite do outro e tornar-se cúmplice.
"Amar vai além de querer curar necessidades próprias. Quando você pensa apenas em resolver as suas necessidades de afeto e carinho, está pensando apenas em si", declara Thiago de Almeida.
Mas, então, o que é permitido exigir? "Os acordos que inicialmente se firmaram", responde Graziela. "O casal, desde o início, estabelece códigos de segurança e amor. Que são desde os beijinhos de 'bom dia' até a promessa de companheirismo e de ceder o ombro quando um ou outro estiver triste. São esses códigos que não podem se perder, porque evitam que a rotina instale o comodismo na relação", diz.

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