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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Siga cinco passos e cure a ressaca moral após o Carnaval


A folia parecia ótima. Até que, com a quarta-feira de cinzas, veio a ressaca moral. Sabendo que você passou dos limites, é comum sentir vontade de sumir, medo de encarar as ações dos dias anteriores e, claro, culpa e arrependimento. "A ressaca moral é a conscientização de um ato realizado contra seus princípios morais e éticos, mas que aconteceu em um momento de impulsividade ou sob o efeito de drogas como o álcool", diz a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama. O Carnaval, geralmente, tem a ver com excessos, mas há atitudes mais fáceis de superar e remediar do que outras, segundo o psicólogo Thiago de Almeida. Veja sete passos que te ajudarão a sair da crise: 1. Ligue para um amigo Antes de deixar o desespero tomar conta de você, o primeiro passo é ligar para um amigo que esteve ao seu lado durante os festejos. "Falando com um amigo você terá a devida proporção do que houve na noite de excessos", diz Thiago Almeida, que é especialista em relacionamentos. É essencial que seja uma pessoa de confiança. "Boas intenções por parte do outro são fundamentais para te ajudar a transformar a ressaca moral em aprendizado, e não em humilhação", diz a especialista em comportamento humano Branca Barão, autora de "8 ou 80 – Seu Melhor Amigo e Pior Inimigo Moram Aí, Dentro de Você" (DVS Editora). 2.  Reflita sobre a gravidade do ocorrido Avalie o nível do deslize cometido no Carnaval para saber o que fazer. Se o ato cometido envolveu ou prejudicou outras pessoas, converse e se desculpe. Se você não fez algo tão grave, mas sente que afetou alguém, também peça perdão. Mas se foi algo que apenas te envergonhou, mas não atingiu ninguém, não fique ressuscitando o assunto. Deixe que ele seja esquecido.  Se o seu erro foi grande e você precisa se redimir, esfrie a cabeça antes de agir. Não adianta tentar se explicar para uma pessoa com raiva. Nesses casos, o melhor é esperar a poeira baixar. Só assim será possível ter uma conversa lúcida. Em outros casos, como um mal-entendido, por exemplo, é melhor agir rapidamente, para que a raiva não aumente, segundo Marina Vasconcellos. Para identificar qual opção seguir (pedir perdão imediatamente, esperar ou ignorar o ocorrido), coloque-se no lugar do outro. Como você gostaria que agissem com você em uma situação parecida? "Assim, você poderá imaginar quais atitudes os outros esperam que você tenha, o que te dará pistas de como agir", diz Branca.   3. Tenha bom humor Se a ressaca moral é consequência de atitudes inocentes (ou quase), que não prejudicaram outras pessoas, encare com bom humor as piadas dos que estavam presentes. Se você rebolou até cair no chão, por exemplo, aceite o fato de que será lembrado pela performance durante um bom tempo. "O que aconteceu, aconteceu. Se foi um pequeno vexame, não exagere na reação. Tenha paciência, pois novos fatos acontecerão com outras pessoas e o seu deslize será esquecido", diz a psicóloga e psicoterapeuta Miriam Barros, especialista em psicodrama. 4. Não fique remoendo a culpa Lamentar-se eternamente pelo que aconteceu no Carnaval não é a solução. Para a terapeuta sexual Arlete Gavranic, coordenadora do curso de pós-graduação em Educação e Terapia Sexual do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), de nada adianta viver a culpa de modo destrutivo ou por muito tempo. "Você deve assumir o erro, desculpar-se e tocar a bola para frente. Vitimizar-se e ficar o tempo todo se justificando não resolve nada. Só faz com que o episódio continue sendo comentado por mais tempo", diz.   5. Comportamento repetitivo Quando a ressaca moral não tem fim, pode ser sinal de um problema emocional mais grave. "Quando erramos, temos de pedir desculpas, aprender e seguir em frente. Se permanecermos com o sentimento de culpa, é preciso procurar terapia" diz Marina. Repetir muitas vezes o mesmo erro também é sinal de que uma ajuda profissional é necessária, segundo Branca. "Ela é fundamental quando nosso comportamento nos leva para onde não queremos e não conseguimos mudar", diz.


Sexo à primeira vista - Sim ou não?



Sexo à primeira vista
A ideia de fazer sexo logo no primeiro encontro divide opiniões entre os maduros
Por Ilana Ramos
07/11/2011  



Depois de conversar muito pela internet, vocês marcam o primeiro encontro, com direito a jantar e tudo. Na porta de casa um beijo, e aí? Alguns acham que transar no primeiro encontro está fora de cogitação, que acaba com a magia do encontro. Já outros, acham normal e apostam que pode até virar algo a mais, se houver sintonia entre o casal. O assunto é polêmico e as opiniões divergem muito. O sexo à primeira vista pode acontecer com qualquer casal que saia uma única vez e sinta a "química" para fazê-lo. Mas, e depois?

O sexo no primeiro encontro ainda é um assunto que precisa ser mais e melhor trabalhado na cabeça das pessoas que estão na faixa dos 50 anos. De acordo com o psicólogo especializado na área do tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso e autor do livro "A arte da paquera: inspirações à realização afetiva", Thiago de Almeida, "o sexo no primeiro encontro não é tão comum na Geração X, pois muitos valores dela ainda são influenciados pelas gerações anteriores".

Embora muitos ainda relacionem o sexo no primeiro encontro à promiscuidade, especialmente feminina, quebrar o preconceito é a primeira barreira a ser vencida. E há quem diga isso por experiência própria, como é o caso de R.P.V., de 65 anos. "Mulher que transa no primeiro encontro, desde que esteja sóbria, é uma mulher que sabe satisfazer seus desejos, conscientemente. Ela sabe que está correndo o risco de não ser mais procurada mas quem não corre riscos permanecerá na marginalidade. Já transei no primeiro encontro mais de uma vez. Nunca me decepcionei. Essa transa pode virar um relacionamento sério, sim, mas isto não é regra geral. Se ambos se encontram em estado ímpar, a sintonia aconteceu, o coração balançou e ambos se entregaram de corpo e alma um ao outro, o resto é só alegria", garante ela.

Muita coisa mudou desde a época de nossos pais e encarar o sexo casual com naturalidade hoje é mais fácil do que antes, mesmo que ainda restem algumas sequelas do patriarcalismo de antigamente. "Durante seis mil anos, os homens dominaram a sociedade com seus valores. Foi apenas na década de 1970 que houve a grande revolução sexual feminina e os valores foram relativizados. Mas o homem ainda usa o sexo como afirmação e conquista, e a mulher com mais de 50 ainda encara o sexo de maneira quase lúdica embora tenha menos perspectivas de estabelecer um relacionamento", diz Thiago.

O sexo no primeiro encontro, para muitos casais, ainda pode funcionar quase como um rito de passagem na hora de definir se o encontro foi de fato bom ou não, mas nem todos são adeptos dessa prática. Para a aposentada de 60 anos, que prefere se identificar pelo seu apelido na Rede Maisde50, Amor Antigo, "o sexo no primeiro encontro detona tudo que poderia ser agradável e esperançoso nesta relação. Um 'Q' de mistério e dificuldade caem bem em qualquer situação. Sabe a história do proibido que é desejado? É por aí".

Edison Sutter, produtor rural, de 65 anos, diz que "a transa no primeiro encontro vai depender de como a gente se sinta com o nosso parceiro. Não preciso provar a minha masculinidade para ninguém, nem para mim mesmo. Se a gente se sentir confortável e confiante, tudo bem, se não, quem sabe no próximo? Se ela quer transar no primeiro encontro eu acho que consegui passar para ela confiança. Pensar mal de uma mulher que transa no primeiro encontro é algo ultrapassado para mim".

Sim, pode ser possível que o sexo à primeira vista venha a se tornar um relacionamento amoroso, mas o especialista em relacionamentos garante que não é comum. Para ele, "se perdêssemos mais tempo selecionando com quem nos relacionamos, a manutenção da conquista seria mais fácil. Muitos não observam esse aspecto e isso faz com que se separem por não saberem quem é a pessoa nem em que lugar irão alocá-la em suas vida. Esperando, o relacionamento ganha profundidade e familiaridade. Num primeiro encontro temos primeiras impressões e podem ser falsas. Mas é tudo questão de probabilidade. Pode ser que o relacionamento dê certo se esperarmos, mas pode ser que esperar só o afunde. Nunca teremos 100% de certeza, precisamos trabalhar com as probabilidades".

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