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domingo, 12 de junho de 2011

O amor está em cena

O amor está em cena

Extraído de: jt.com.br 10 horas atrás


ALINE NUNES
O roteirista Alexandre Machado se arruma para deitar. Seus quatro filhos já estão dormindo. Enquanto isso, sua mulher, Fernanda Young, liga o laptop para trabalhar. É na madrugada, entre as imagens de santos espalhadas por sua casa, que ela se concentra para criar as afetações cômicas de Nelson (Jorge Fernando), o ex-gay do seriado Macho Man. Assim que termina um texto, Fernanda lê tudo em voz alta. O sono chega, ela resiste um pouco, cochila em frente à tela do computador e vai descansar. Assim que Alexandre acorda, ele toma café da manhã e eis que chega a vez do roteirista ir caçar humor em sua imaginação. Ao contrário de Fernanda, com quem é casado há 17 anos, ele gosta de ler e reler seus textos de Macho Man na tela do laptop. No silêncio de um estúdio, ele rascunha os relacionamentos de Nelson e floreia as atrapalhadas de Valéria (Marisa Orth). "No fundo, eu acabo sendo mais a assistente dele", diz Fernanda. "Ela é a minha fonte de inspiração", diz Alexandre.
A questão é: dá certo trabalhar com o cônjuge? Parece que sim. Das séries que estrearam no primeiro semestre na grade da Globo, Macho Man é uma das mais bem-sucedidas, com média de 15 pontos e uma segunda temporada garantida. A atração só fica atrás de Tapas e Beijos -série estrelada por Andrea Beltrão e Fernanda Torres -, que registra média de 25 pontos e tem outro casal atuando junto. É que Andrea Beltrão é casada com o diretor da série,Maurício Farias. Será que esse tipo de parceria de casais no trabalho é garantia de sucesso? Na opinião do psicólogo Thiago de Almeida, especializado em relacionamentos amorosos pela USP e autor do livro A Arte da Paquera, talvez seja. "Quando o casal trabalha no mesmo ambiente, fica mais fácil compreender pequenos imprevistos, como um simples atraso", diz. No entanto, pondera: "O lado negativo é que quase sempre há uma pressão externa". A jornalista Fátima Bernardes, por exemplo, já declarou que, para que esse tipo de situação não ocorra, ela evita ir para a Globo no mesmo carro que o marido -e chefe -, William Bonner.
Maurício Farias, diretor e marido de Andrea Beltrão, concorda com o especialista, mas diz que ele e a mulher não se esquivam de situações cotidianas. "A gente não fica parando a gravação para tomar um cafezinho. Mas quando coincide horário, até vamos juntos para a Globo", conta. Ele diz apenas buscar manter o seu papel: o de diretor. Se Andreia vai mal numa cena, ele aponta o erro, sem rodeios. "Para ela, essa parte da bronca é difícil. Por conhecê-la tão bem, eu sempre espero o melhor dela", diz Maurício. Casados há 13 anos, os dois lidam bem com questões profissionais. Afinal, eles se conheceram nos bastidores da novela A Viagem (1994). De lá para cá, trabalharam em Zorra Total (1999), Brava Gente (2000), A Grande Família (2004 a 2010) e, agora, Tapas e Beijos.
Do lar para a ficção
Tem coisa que só a intimidade permite. No caso da atriz Denise Fraga e do diretor Luiz Villaça, por exemplo, a vida a dois na vida real rendeu a ideia para o espetáculo Sem Pensar, em cartaz em São Paulo. A dupla estava em viagem pela Itália e resolveu estender o passeio até Londres, na Inglaterra. Lá, eles assistiram à Spur of the Moment e, depois de muita insistência de Denise, Luiz resolveu adaptar a peça e se arriscar como diretor de teatro -até então, ele só havia atuado no cinema. "Agora, fico feliz em vê-lo fazendo essa coisa linda", diz Denise.
A convivência em casal também costuma render para o trabalho da dupla de humoristas Marcelo Adnet e Dani Calabresa. Recentemente, por exemplo, eles viram uma mãe mimando um filho mais velho na rua. Dias depois, lá estava Dani e Adnet, no Comédia MTV -exibido às terças-feiras às 22h -, interpretando uma mãe que tratava um filho de 30 anos como bebê. "E o melhor disso tudo é que, mesmo trabalhando, passamos mais um tempinho juntos", destaca Marcelo Adnet.
Mas do trabalho, além de boas ideias, também pode nascer alguns romances. A dupla sertaneja Maria Cecília & Rodolfo é um caso. Os dois se conheceram em 2007, no curso de zootecnia, numa faculdade em Campo Grande (MS). Começaram a cantar e tocar em feiras da faculdade e o sertanejo universitário virou coisa séria. De dois anos para cá, os parceiros tornaram-se namorados. Resultado: em quatro anos, venderam 50 mil CDs e 25 mil DVDs. A fórmula para dar certo, segundo Rodolfo, é separar o trabalho do namoro. "A gente não tem crise de ciúmes de fã, por exemplo. Se rolar isso, não dá certo." Hoje, aliás, eles vão comemorar o Dia dos Namorados bem juntinhos: cantando no estádio da Portuguesa, em São Paulo. (Colaborou Maiara Camargo)

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