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sábado, 11 de junho de 2011

Recém-solteiro? Saiba como reaprender a paquerar

Recém-solteiro? Saiba como reaprender a paquerar

Depois da separação, chega a hora de procurar um novo parceiro. Veja as dicas de especialistas para reaprender a conquistar

Verônica Mambrini, iG São Paulo | 11/06/2011 07:14
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Foto: Getty Images Ampliar
Voltar a paquerar depois de um longo tempo comprometido assusta muita gente

Pode ser um namoro longo. Às vezes, até um casamento. O fato é que, depois de se dedicar a construir uma relação com a mesma pessoa durante muito tempo, voltar a conhecer – e conquistar - novas pessoas pode parecer assustador. Não é incomum que as pessoas se sintam “enferrujadas”, ou achem que perderam o jeito.


“O primeiro passo é aprender a sair sozinho, conviver consigo mesmo e não depender do outro para se sentir bem. A pessoa precisa conseguir ir ao cinema sem ter companhia”, diz Janaína Persch, escritora e professora de cursos sensuais. “As mulheres que fazem o curso me perguntam ‘mas por que eu vou me perfumar para dormir?’ Porque vais dormir contigo mesma!”, diz a professora.

Autoestima faz toda a diferença para quem quer atrair olhares. “Não tem mais espaço para o patinho feito. É preciso ter uma atitude uma erótica, apaixonada”, diz Janaína. O problema é maior para os tímidos, mas, mesmo assim, ela acredita que é uma dificuldade que vale a pena contornar. “O tímido não pode ficar no mundinho dele. Precisa dar um sorriso, um olhar para ajudar o outro a se aproximar.”

Primeiros encontros
Vencida a barreira inicial, o recém-solteiro vai ter outro dilema para resolver: onde e com quem sair. “Com o rompimento, a pessoa percebe que está desatualizada. Tudo é complicado, principalmente para pessoas mais velhas, ou quando os amigos estão casados ou namorando”, diz Daniel Madeira, autor do site Personal Paquera, em que dá dicas e cursos para quem quer melhorar suas “técnicas”. Depois da separação, a pessoa não sabe mais quais são as baladas, barzinhos e pontos de encontro em que vai encontrar pessoas com afinidade, como ir vestida. É preciso se arriscar no desconhecido.

De acordo com Daniel, a maior dificuldade dos homens que fazem seus cursos de paquera é manter a conversa com uma garota e despertar o interesse dela. “É difícil criar uma conexão inicial. A maioria dos homens é bem travada. A conversa parece uma entrevista de emprego. Se a mulher pergunta “você gosta de lasanha?”, ele responde ‘sim’, e acaba. É um piloto automático que precisa aprender a quebrar. Ensinamos a dar ganchos na pergunta”, diz Daniel.
Outra técnica é adestrar o olhar: identificar pessoas interessantes, fazer contato e abordá-las. “A paquera é onipresente. Pode rolar numa fila de supermercado ou num avião. Os sinais verbais e não-verbais da paquera podem render três respostas: positiva, em que a pessoa aceita; negativa, rechaçando o sinal de investimento amoroso, ou de forma ambígua, quando ela não entende o sinal enviado”, diz Thiago de Almeida, psicólogo especializado em relações amorosas. “Para saber se ela está pendendo para o positivo ou negativo, a gente emite mais um sinal parecido e vê a reação”, afirma. Thiago acaba de lançar o livro “A Arte da paquera” (editora Letras do Brasil), em que se aliou a Daniel Madeira para fazer um livro esmiuçando os meandros da sedução.
Para fazer sucesso, Thiago também levanta fatores como a proporção de homens e mulheres, por exemplo. “É claro que, dependendo do local, os investimentos surtem maior efeito”, afirma. Outra dica é viajar. “Para quem terminou um relacionamento de médio e longo prazo, o melhor remédio é viajar, ficar duas ou três semanas em um lugar novo. A pessoa volta com assunto para conversas, ocupa a mente, está mais calma”, garante Daniel.

Para a fila não andar 
E se o interesse já parece ser recíproco, mas mesmo assim você está? “O segredo é, logo que conhecer alguém ou começar a sair com a pessoa, trabalhar a ansiedade”, diz Janaína. “As pessoas têm medo de se decepcionar. De o outro não telefonar no dia seguinte, de não corresponder às expectativas. A gente tem que ser seletivo, mas ninguém tem bola de cristal. É preciso dar oportunidades”, diz a professora. Em outras palavras, não vale a pena se martirizar pensando nisso, ainda mais logo depois de sair de um relacionamento. Que seja infinito enquanto dure.

“O caminho é não inventar muita artimanha e tomar a iniciativa sem ser agressivo”, diz. A única ressalva: “No inicio, um cuidado é evitar falar de relacionamentos passados.”
Janaína acredita em encontros mais clássicos: marcar um café, um jantar ou um cinema, por exemplo. “Mas se a pessoa está interessada na outra, ela pode reunir um grupo maior. No meio de um grupo de amigos, é mais fácil se aproximar.” Isso ajuda muito a ganhar a confiança da pessoa. “Como a gente nos primeiros contatos não tem muita referência, e sabe que o outro está vendendo o peixe dele, uma pessoa neutra verifica a credibilidade desse parceiro social”, diz Thiago de Almeida.
Daniel reforça a importância de causar uma boa impressão. “Às vezes, no segundo encontro, a mulher cai fora. Como evitar esse remorso? É legal ele marcar a garota, carimbar emocionalmente”, recomenda. Para isso, as dicas são escolher com cuidado o lugar em que vão se encontrar, de preferência um local em que possam se sentar próximos. “Ele tem que reconquistar a menina, passar confiança e segurança, para ela se sentir confortável.”

E, se não der certo, tudo bem. “Não pode levar rejeição como algo pessoal, nem começar a achar que é cheio de defeitos. Nada de criar desculpas para justificar.” 

Por outro lado, a cada encontro que dá certo, a chance de haver um próximo aumenta, por uma razão simples: o ser humano tende a não gostar de mudanças. “Quanto mais tempo a pessoa se vincula, mais se fortalecem os laços. O ser humano detesta conflitos. Muitas vezes, vai ficando mais difícil de dizer um não”, diz Thiago. Em outras palavras, aumenta a probabilidade de ficarem juntos, ainda que não haja nenhuma garantia. Para não sofrer de ansiedade com isso, o psicólogo pega emprestado o mote dos poetas arcadistas, o “carpe diem”, que recomenda que se aproveite o dia. Ao ditado, Thiago acrescenta: e também a noite.

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