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domingo, 13 de março de 2011

Boletim da paquera III: O tempo que dedicamos aos nossos paqueras


             As pessoas testam-se umas as outras o tempo todo mesmo que de forma inconsciente e numa dessas uma parceria em potencial é reprovada no teste. Quando as pessoas investem o tempo delas em nossas pessoas e naquilo que nos é importante é nesse momento que os sentimentos dela por nós vai de fato crescer. Antoine de Saint Exupéry entendeu bem isso quando colocou na fala da raposa que dialogou com o Pequeno Príncipe: “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante”. Em um relacionamento seja de amor ou amizade, tempo é fundamental! Tempo para ouvir, tempo para falar, tempo para partilhar alegrias, apoiar nos momentos difíceis, se fazer presente na vida do outro.
            Realmente é o tempo que aparentemente “perdemos” com as coisas que as tornam tão importantes para a gente. Quando você, por exemplo, descorresponde a uma expectativa ao sair do MSN mais cedo, ou desligar um telefonema antes do esperado você aparenta ser um verdadeiro prêmio a ser perseguido, você demonstra ser uma pessoa de valor e garanto que numa próxima oportunidade a pessoa certamente vai querer otimizar o tempo em que vocês estão juntos. Nunca aparente estar disponível para o outro, ainda que esteja realmente. Minta se for preciso. E nem pensar em falar com um parceiro em potencial por mais do que 10 minutos, indicando que você não tenha mais nada para fazer. Torne suas conversas o mais objetivas possíveis. Não é necessário ostentar que você está tão ocupado(a) e que tem coisas mais importantes na sua vida além dela. Isso deve soar natural. Mas, de uma forma sutil, faça a pessoa perceber que ela precisa competir pelo seu precioso tempo. Schopenhauer diz que a vida oscila como um pêndulo, do sofrimento para o tédio: sofrimento por desejar algo e tédio ao conseguir. Todas essas "estratégias" e esse jogo que se inventa, não são mais do que uma tentativa, na maior parte das vezes frustrada, de manter o pêndulo da vida do outro no sofrimento, e mesmo em longo prazo, mesmo em casamentos, por exemplo, esse pêndulo, por vezes, oscile mais para o lado do tédio. Assim é preciso que ele volte rápido para o sofrimento, nesse caso, talvez não o sofrimento pela conquista, mas pela reconciliação ou pela afirmação das opiniões do outro.            O paquera ideal no mundo contemporâneo é raro, pois seus preceitos exigem um contínuo esforço. A pessoa, objeto de sua conquista, deverá ser seu projeto pessoal no qual você deverá concentrar toda a sua atenção. A questão então é: quanto de seu tempo de dedicação vale para investir em teus alvos?
(Acompanhe o próximo boletim da paquera aqui neste blog. Adquira também o livro: A arte da paquera: inspirações à realização afetiva. - Letras do Brasil)

Um comentário:

  1. Tenho recebido grandes benefícios com a melhor conciliação do tempo que despendo com meus paqueras ... E o livro é MARAVILHOSOO tenho aprendido e aplicado muita coisa na minha vida e to muito mais assertiva e feliz. Realmente sedução se aprende!

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