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sábado, 4 de maio de 2013

Homem mais novo - Assim como em Avenida Brasil, há quem prefira os jovens


Assim como em Avenida Brasil, há quem prefira os jovens

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Se relacionar com homens mais novos é algo que se tornou comum na atualidade. Mulheres, famosas, muitas já investiram nos “menininhos” para terem como seus parceiros. Alguns desses namoros dão certo e se tornam algo mais sério, outros não passam de alguns meses.
O psicólogo e especialista no tratamento das dificuldades dos relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, comenta sobre os relacionamentos funcionarem independentemente da idade. Ele diz que pesquisas mostram uma premissa básica: “quanto mais o casal for parecido em suas preferências, maior é a satisfação no relacionamento. Isso favorece para que seja mais duradouro e satisfatório, independentemente da idade”.
“Como atualmente o homem e a mulher têm condições sociais igualitárias, sendo a mulher com maior acesso ao mercado do que antes, independência dos valores familiares, não há mais aquele grande problema em ela não ter marido, fora casos a parte”, comenta Thiago. Ele diz que elas conseguiram o poder de controlar o destino de sua vida, já que são independentes familiar, financeira e socialmente. Agora as mulheres procuram alguém com características boas para ela de acordo com as suas novas vontades.
De acordo com Thiago, muitos homens preferem ter um relacionamento com mulheres mais maduras. Ele acredita isso ser, além do amor e outros fatores, por conta da estabilidade. “O que acontece é que, muitas vezes, eles não precisam dividir os recursos como faria como uma pessoa mais jovem. A mulher mais velha também é mais amadurecida pela própria idade e por experiências que encantam muito fácil os homens, principalmente por sua independência”, diz. Porém ele conta que alguns estudos apontam que a tendência é os homens procurarem por mulheres mais novas. “Eles têm o ‘software instalado’ de autopreservação, que busca, na hora da relação, mesmo que inconsciente, características férteis em uma mulher, como ancas largas, seios fartos, propriedades de apropriação”, explica.
Há mulheres que optam por ter um relacionamento com homens mais novos para aumentar a própria autoestima, se sentirem mais confiantes, que ainda têm o poder da conquista. O psicólogo explica que “a autoestima é a média da percepção que temos sobre nós mesmos em relação a diversos papéis sociais. Às vezes a pessoa se dá bem no trabalho, mas vida social ou familiar não é a mesma coisa. A média disso dá uma nota que estimula o seu amor próprio, composta da seguinte forma: autoestima = autoimagem (como me vejo – físico) e autoconceito (o que penso de mim – personalidade)”. Ele afirma que se ambas estiverem prejudicadas, a pessoa pode ter problemas de autoestima, que pode estar em depreciação.
Por se relacionarem com homens mais novos que, muitas vezes, são alvos de paquera de outras mulheres, até mesmo das mais novas, a mulher mais madura acaba sentindo um ciúme um pouco mais forte do que o normal. “Uma pessoa mais jovem provavelmente está inserida em um grupo social que tem mais pluralidade do que as pessoas mais velhas, que acabam, muitas vezes, tendo abandonado o seu grupo social”. Por isso a pessoa mais velha passa a se sentir insegura e ameaçada pelos demais.
Na novela Avenida Brasil, da Rede Globo, a Muricy (Eliane Giardini) está em um relacionamento com Adauto (Juliano Cazarré), um homem mais novo que ela e mesmo assim acabava saindo com Leleco (Marcos Caruso), seu ex-marido. Thiago comenta essa situação. “O tempo que permaneceu com o ex-marido, de forma ou outra, teve contribuições positivas para a vida e para o que ela é hoje. Se temos uma maçã estragada não vamos jogar ela fora inteira. Tiramos o pedaço que não gostamos e aproveitamos o resto. Muitas vezes casamentos precisam de uma maior ventilação de possibilidades. Por isso vão e voltam, casam com outras pessoas e voltam a namorar depois de separado”, diz. Thiago comenta que talvez olhando o outro à distância, o antigo casal recupere o investimento inicial, se apaixonando novamente pelas características que no início os fizeram aderir à relação. “Acredito que o amor não tem idade. Talvez tenha prazo de validade”, diz Thiago.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O amor nos tempos da web

O amor nos tempos da web

Acostumados a resolver questões cotidianas pela internet, jovens avançam nos sites de relacionamento amoroso, antes dedicados aos mais velhos

Renata Honorato e James Della Valle
  Jovem solteiro procura: busca por parceiro é nova missão da geração Y na web (Comstock)
A estudante universitária Juliana da Silva Sá, de 21 anos, nunca viveu um namoro sério, mas tem intimidade com a internet. Começou a usar a rede por volta dos 10 anos para fazer pesquisas escolares. O passo seguinte foi usar o ICQ, comunicador instantâneo que precedeu o popular MSN, para conversar com amigos. Para aumentar a "turma", migrou nos anos seguintes para as redes sociais como Orkut e Facebook. "Falo com amigos que moram longe e ainda faço novos contatos", diz. Ela também não vive sem o Skype, programa que faz ligações telefônicas pelo computador. Procurar um namorado pela internet foi um decisão quase lógica. "Estou muito acostumada a fazer tudo pela internet", diz. "Praticamente nasci com a rede."
A exemplo de Juliana, jovens da chamada geração Y – nascidos nas décadas de 80 e 90 e "criados" à base de computador e web – estão acrescentando às suas rotineiras atividades virtuais a procura de um par no mundo real. De acordo com o ParPerfeito, maior site de relacionamento (amoroso) do Brasil, com 30 milhões de cadastrados, a participação desse público na rede avança na velocidade da internet e cresceu quase 50% entre 2008 e 2010. Agora, cerca de 32% dos usuários ativos da rede – aqueles que de fato utilizam o serviço – têm entre 18 e 24 anos. É uma mudança significativa, uma vez que, ao surgirem, esses sites eram vistos como espaços dedicados a pessoas mais velhas.


"Esse público cresceu com a internet. Para esses garotas e garotas, conhecer alguém em um site ou em um bar é a mesma coisa: eles não têm preconceito a respeito", diz Claudio Gandelman, presidente do ParPerfeito.
O psicólogo Thiago de Almeida, especialista da Universidade de São Paulo (USP) e estudioso de relacionamentos amorosos, afirma que os dados do ParPerfeito vão ao encontro de revelações surgidas de suas próprias pesquisas acadêmicas. "No fundo, esses jovens só querem o mesmo que todos nós: amar e serem amados. A diferença é que eles acrescentam às suas buscas ferramentas que possibilitam menor esforço: os recursos da internet", diz Almeida. "Uma boa triagem ajuda a evitar encontros desgastantes."
O excesso de informação de fato faz com que os jovens busquem cada vez mais "filtros", capazes de organizar suas experiências. Para Ailton Amélio, também professor de psicologia da USP, endereços como ParPerfeito e similares funcionam como uma peneira grossa, que aproxima indivíduos por afinidades. "É importante lembrar, contudo, que a 'filtragem fina' acontece exclusivamente com a convivência", diz.
Os ípsilons – O termo "geração Y" tem origem distante, mas sua definição ajuda a compreender o comportamento de um grupo numeroso de jovens. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas estão circunscritas por ela em todo o mundo. O rótulo surgiu na extina União Soviética, que costumava nomear cada geração com uma letra do alfabeto. Aos nascidos nas décadas de 80 e 90 coube o "Y". Nenhum mistério, portanto. O revelador é o que a letra procura conter: jovens cuja linguagem, visão de mundo e perspectiva de futuro são diretamente influenciadas pela internet. "São pessoas facilmente reconhecidas por manter uma identidade plural", diz Lucas Liedke, diretor do núcleo de tendências da Box1824, empresa de pesquisa especializada em comportamento jovem. "Elas não apostam mais na antiga divisão por 'tribos': assim, em um dia podem se interessar pelo meio ambiente e, no outro, por literatura."
Pode até ser natural aos ípsilons procurar pela cara-metade na rede. Mas os psicólogos não deixam de ver isso com certa apreensão. "Nessa idade, os jovens estão com os hormônios borbulhando e a sexualidade à flor da pele", lembra Alexandre Bez, psicólogo especializado em relacionamentos. "Portanto, além de buscar um par na web, espera-se que eles invistam nos recursos de praxe, como frequentar bares e festas, onde o contato se dá cara a cara. O sorriso e o olhar são fundamentais no processo de conquista."


Beatriz Cardella, psicóloga e autora do livro Laços e Nós: Amor e Intimidade nas Relações Humanas, acrescenta que os sites de relacionamento devem servir apenas como um primeiro passo no processo amoroso. "Manter um namoro virtual pode comprometer a saúde psicológica de uma pessoa e fazê-la sofrer. O site pode ser um meio, mas não deve ser um fim", afirma. Há, sim, flertes que prosperam. É o caso da recepcionista Francielli Queiroz, de 23 anos, e técnico de manutenção Maykon Vieira da Silva, de 26. Eles se conheceram em um site de relacionamentos há cerca de três anos – há dois, o casal divide o mesmo teto.
Facebook, Orkut... – Nem só de ParesPerfeitos vive a busca por um amor na internet. As tradicionais redes sociais, como Facebook e Orkut, também aproximam os jovens. Um estudo divulgado recentemente pela revista americana Seventeen, feito com cerca de 10.000 jovens entre 16 e 21 anos, aponta que esses ambientes virtuais têm impacto direto em eventos essenciais da vida deles, como o começo e o fim de um relacionamento amoroso.
De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados tentam um contato com seus pretendentes uma semana após encontrá-los no sistema. Já 60% reveleram que espiam o perfil do alvo ao menos uma vez ao dia; os demais 40% o fazem várias vezes ao dia. O mais curioso talvez ocorra após o rompimento: 27% dos jovens bloqueiam ou apagam o contato do ex após o fim do namoro, enquanto 73% mantêm o novo desafeto na lista apenas para espiar o que ele ou ela andam fazendo. Mais: 17% dos garotos e 12% das garotas escondem seu status de relacionamento nas redes sociais. Em alguns aspectos, a geração Y apenas imita o hábito de suas predecessoras.