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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

9 dicas para colocar um fim no parceiro grudento

9 dicas para colocar um fim no parceiro grudento

9 dicas para colocar um fim no parceiro grudento

9 dicas para colocar um fim no parceiro grudento - 1 (© Foto: Thinkstock)
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Da REDAÇÃO
Ele vive grudado nela. Já a parceira não gosta de sair sem ele ao lado. Um não faz nada se o outro não estiver junto. Quem olha de longe acha que aquele casal é perfeito. Mas especialistas consultados explicam que ficar grudado, um no outro, não significa que a relação terá futuro! Muito pelo contrário, o "namoro-chiclete", onde um não dá espaço para o outro, pode transformar a relação em algo chato, enfadonho e sem futuro.
Além do "grude" em questão impedir que o outro se desenvolva como indivíduo, alerta Sergio Savian, psicoterapeuta especializado em relacionamentos e em mudanças de hábitos. "O processo de individuação é fundamental para quem deseja crescer. Quando você vive grudado em outra pessoa, sempre estará em uma posição infantil de dependência emocional", avalia Sergio.
Essa grau de grude na relação, analisa Thiago de Almeida, psicólogo especialista em dificuldades do relacionamento amoroso, depende muito dos parceiros envolvidos. "Há pessoas que gostam desse tipo de namoro e do grude do parceiro, pois sentem-se bem com isso. Mas se um dos dois gosta e outro não, o namoro provavelmente não dará certo", explica Thiago, considerado o maior especialista em relacionamento pelo American Biographical Institute (ABI).
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Marina Vasconcellos, psicóloga e também terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP, reforça que nada em exagero é bom. Ela também ressalta que essa individualidade deve ser preservada para que cada um se desenvolva, sinta-se bem consigo próprio e se realize como pessoa.
"É necessário que, numa relação, cada um tenha seu espaço garantido e suas atividades individuais intercaladas com as atividades em comum. Só assim é possível se sentir feliz por inteiro ao lado de uma pessoa, esta que deve respeitar seu espaço e necessidades individuais. Com o tempo, essa presença imposta ao parceiro constantemente faz com que a relação se sature", diz Marina.
E atenção, o "parceiro-chiclete" não é exclusividade feminina! Se você pensava que as mulheres eram mais grudentas do que os homens, se enganou. "Acredito que não devemos dizer que as mulheres são mais grudentas. Isso independe de gênero. As mulheres têm uma personalidade mais amável, maternal e talvez isso faça com que pareça mais grudenta. Mas muitos homens agem dessa forma", opina o psicólogo Thiago de Almeida.
A terapeuta Marina Vasconcellos segue a mesma linha de raciocínio. "Em geral, as mulheres, são mais afetivas e têm mais facilidade em demonstrar e falar sobre seus sentimentos. Daí a tendência de parecerem mais grudentas do que os homens", diz. Mas afinal, qual a fórmula para colocar de uma vez um limite no parceiro grudento?
"Se você tem um parceiro deste tipo e deseja continuar com ele, imponha limites. O ideal é encaminhá-lo ainda para uma boa terapia", opina Sergio Savian. Thiago completa ao afirmar que "o diálogo deve estar sempre presente na vida do casal. Coloque os problemas para o parceiro, questione a razão desse grude, mostre ao outro que esse tipo de relação pode ser prejudicial ao relacionamento".
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