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sábado, 4 de maio de 2013

Qualidade de vida: Terapia de casal


24.04.2013 - Terapia de casal
À procura de um sentido para a vida a dois
Mariana Uchôa
No começo de uma relação é comum que as pessoas cedam mais, se adaptem melhor aos gostos do companheiro e acabem por anular as próprias escolhas e vontades. Isso tudo é considerado uma estratégia para cortejar e agradar o parceiro. O problema, porém, surge na hora da descoberta de irremediáveis imperfeições dos seres amados.

Este é o momento ideal para buscar um terapeuta, uma pessoa neutra que poderá ajudar a resgatar os valores da relação. A presença de um profissional pode melhorar o convívio desgastado e trazer de volta o sentido da vida a dois. “A terapia é a segunda chance do casal de causar a primeira impressão no outro”, afirma o psicólogo Thiago de Almeida, considerado pela American Biographical Institute (ABI) o maior especialista em relacionamentos amorosos no Brasil.

Muitos motivos podem levar os casais a procurar auxílio: problemas sexuais, má comunicação ou até falta de empatia. A famosa “rotina”, justificativa constante para o fim de um relacionamento, também é pauta recorrente nas discussões sobre a relação. Mas, segundo o psicólogo, essa é uma desculpa comum utilizada pelos casais quando eles não entendem que, na verdade, o problema é a monotonia.

“Algum grau de rotina é indispensável para a vida, e aperfeiçoa os processos do dia a dia. A rotina em si é benéfica, nos permite cumprir com regularidade, constância e pontualidade os nossos deveres espirituais, familiares e profissionais e, dessa forma, também proporciona ao casal sentimentos de estabilidade e segurança”. Almeida afirma que o importante é não se deixar levar pela monotonia. “A monotonia sim é mortífera. Fazer as coisas do mesmo jeito acreditando que vai alcançar os mesmos resultados que tinha no início da relação mina qualquer relacionamento” diz.

Como melhorar a relação
Além da terapia, há pequenas atitudes diárias que podem ajudar o relacionamento. O esforço de ambos por uma comunicação mais efetiva é uma delas. “É importante que os parceiros façam perguntas como: ‘O que você acha que pode mudar? ’ / ‘O que não está legal para você? ’ Os casais devem percebem que o diálogo deve ser fonte de resolução de problemas e não de afastamento”, afirma.

Esse diálogo, porém, deve ser feito da forma mais clara possível, pois algumas pessoas tendem a receber a queixa do companheiro como uma crítica. Para evitar esse tipo de problema, o terapeuta recomenda três passos: primeiro tente construir os verbos no futuro do pretérito, ou seja, em vez de dizer “o que você pode mudar?” diga “o que você poderia mudar?”. Além disso, tente expressar as suas vontades da mesma maneira, para não parecer que você está dando uma ordem: “Eu gostaria que você não deixasse o lixo acumulado”. Por fim, sempre que possível tente fazer acordos com o seu companheiro. Por exemplo, se o lixo é um problema da casa que tal propor que cada um recolha o lixo num dia da semana?

Outra forma de amenizar a relação é evitar a explosão. Quando uma pessoa está muito irritada, é comum que o seu organismo apresente alguns sinais, como taquicardia e suor. O psicólogo orienta, então, que ao perceber essas mudanças, por mais que seja difícil, é hora de parar e pensar. “Muitas vezes, levamos apenas 20 minutos para voltarmos ao estado normal. As pessoas acham que no calor do momento conseguirão resolver alguma coisa, mas não é verdade, ninguém tem cabeça para isso. Elas precisam de um tempo para recuperar a sanidade, o equilíbrio” explica.

A união entre a força de vontade e o acompanhamento profissional é essencial para a recuperação de um relacionamento. Almeida acredita que essa é uma das formas mais eficazes de conseguir os melhores efeitos na vida a dois. “Viver assim é aprender o significado das palavras: companheirismo, renúncia, perdão, respeito, cumplicidade, paciência”, finaliza.
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