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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma em cada três mulheres lê e-mails pessoais do parceiro


Você alguma vez já bisbilhotou a vida do seu parceiro na internet? Checou os e-mails, pegou o celular escondido ou acompanhou minuciosamente seus hábitos nas redes sociais? Pois saiba que existem pessoas bem parecidas com você por aí, viu?
Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Leste Carolina (Estados Unidos) com 804 estudantes por meio de um questionário online anônimo, uma em cada três mulheres declararam ter invadido o e-mail do parceiro, sendo que 34% delas confessaram ter cometido este ato mais de uma vez. Em contrapartida, só 14% dos homens admitiram fazer o mesmo.
O resultado revelou ainda que a mulherada tem o costume de bisbilhotar as atualizações do Facebook e celular dos parceiros.
Os homens entrevistados alegaram que gostam de outras técnicas de espionagem. Os dados revelam que 3% deles já esconderam uma câmera no quarto da parceira e 5% utilizam rastreadores online com freqüência. Uma parcela bem pequena da ala masculina admitiu também já ter recorrido até mesmo ao GPS!
Para o Dr. Thiago de Almeida, psicólogo especialista no tratamento das dificuldades nos relacionamentos amorosos e autor do livro "A Arte da paquera: inspirações à realização afetiva" (Ed. Letras do Brasil), o ato de espionar o parceiro pela internet está geralmente ligado à insegurança. "As pessoas não confiam no próprio taco e carregam uma série de inseguranças dentro delas. Sempre acham que não dão para o parceiro o que outro pode dar", comenta. "Com isso, a parte mais insegura da relação passa a querer saber quem são os amigos do parceiro nas redes sociais, quais comunidades frequenta, sem perceber que essa atitude vai fomentar ainda mais os fantasmas dentro do relacionamento".
A jornalista Camila, de 28 anos, assume que já bisbilhotou - e ainda bisbilhota o namorado, que tem 31 anos. "Estamos juntos há seis anos e já tivemos muitas idas e vindas. Depois de uma retomada de namoro eu estava desconfiada de que ele tinha ficado com outra pessoa enquanto estávamos separados. E era verdade. Então comecei a fuçar no Orkut", lembra. "Um dia ele deixou o celular no meu carro. Aí foi o paraíso. Mexi sem dó e também anotei todos os números de mulheres que tinham na lista, pois queria tirar a história a limpo. Aos poucos fui descobrindo senha de e-mail e outras coisas".
A jovem revelou que pelo menos uma vez por semana acessa o Facebook e o e-mail do namorado. "No começo eu descobri as senhas. Ele soube e não gostou e até mudou os dados de acesso, mas depois quase o obriguei a me dar. Hoje em dia ele pede para eu responder aos e-mails dele". Apesar de manter a prática, Camilla diz que não acha legal. "É uma invasão de privacidade, né? Devemos confiar no parceiro, se não confia é melhor sair fora. Mas quando a gente começa é difícil parar, pois se torna um vício". 

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