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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ciúmes para que? Os problemas causados pelo Ciúme

O ciúme é um sentimento que afeta a maioria das pessoas. Afinal, quem nunca ficou minimamente incomodado com uma "ameaça" a seu relacionamento? E não estamos falando apenas de vida amorosa. Irmãos, amigos e até mesmo animais de estimação ou objetos como livros podem ser alvo de alguém ciumento, conforme explica o psicólogo Thiago de Almeida.
Especialista no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso, ele afirma que o ciúme é uma reação que abrange três elementos: ameaça percebida, o conflito entre o que acontece na vida real e o que a pessoa imagina que ocorra, e as ações tomadas para eliminar o risco da perda do ser ou objeto amado.
Este último caso acontece no caso de sogra e nora. "A mãe percebe a chegada da mulher do filho como uma ameaça. Assim, as duas disputam para ver quem é a mais importante na vida do homem, mesmo que ele não dê motivo para essa insegurança", explica Almeida. Tiradas as proporções, isso acontece também com aquele amigo seu que diz não emprestar os livros com medo de que eles não sejam devolvidos.
Até mesmo os animais sentem ciúmes. Se você tem mais de um cachorro, já deve ter notado que, quando dá atenção a um, o outro começa a se sentir incomodado e a querer carinho também. Com gatos, pássaros e até peixes acontece o mesmo, só para citar os domesticados. E o homem não fica atrás. "Todos somos ciumentos, em menor ou maior grau", afirma Almeida.

Ciumento distorce realidade

A diferença é o quanto a outra pessoa se adequa às suas imposições ou faz valer o ponto de vista dela. "Você ocupa o lugar que o outro dá. Se começa a aceitar o ciúme, então vai ceder e se submeter às vontades do parceiro", complementa. Segundo a psicóloga Bettina Volk, a insegurança dá a tônica nos relacionamentos marcados pelo ciúme.
"Cada história é uma história, mas geralmente o ciumento é uma pessoa que quer se sentir especial, amada, e, para isso, transforma o outro no centro das atenções", ressalta. Dependendo do grau, a relação pode até se tornar doentia, adverte o psicólogo Thiago de Almeida. "A pessoa pode até perder o controle da realidade."
Ele conta o caso de uma paciente que vivia uma dicotomia: ela tinha dois empregos para sustentar a casa, mas o noivo era extremamente ciumento. Ele acabou cismando com um de seus trabalhos – que representava 60% da renda dela e no qual a parceira interagia com muitos colegas homens. "Para o companheiro, havia lógica em seu comportamento. Só com sessões de terapia ele conseguiu superar o problema", ressalta.
Bettina conclui: o ciumento deve se lembrar que a outra pessoa também tem uma vida, emoções e sentimentos para conseguir respeitar as escolhas dela.
Ciúme pode destruir a relação a dois

Invadir o espaço do outro é um dos comportamentos que podem prejudicar o relacionamento

A contadora Tatiane Cristina dos Santos, de 30 anos, já estava separada há algum tempo quando viu o ex-namorado com uma garota dentro de um veículo. "Estava de moto, e não pensei duas vezes em jogar a moto em cima do carro. Felizmente, ele foi mais rápido que eu, porque poderia ter me machucado muito", conta. Ela ainda tentou segui-lo, mas não conseguiu.
Tatiane, como você deve ter percebido, é uma pessoa ciumenta. E ela mesmo admite isso. "Tomo atitudes sem pensar, não consigo me controlar", explica. Segundo a psicóloga, pesquisadora e escritora Olga Tessari, autora do livro "Dirija sua vida sem medo - Caminhos para solucionar os seus problemas", isso é sinal de insegurança.
"Às vezes, o namorado é galinha ou já houve traição, mas isso pode ser sinal de posse ou fruto da imaginação dela", ressalta a especialista. Longe de ser sinal de amor, ter atitudes extremas indica que a pessoa vive em função do amado e espera que o outro faça o mesmo. "Fazendo isso, você acaba afastando o parceiro, já que ele se cansa", ressalta.
Em alguns casos, a pessoa ciumenta cria uma história negativa em sua imaginação, só para alimentar o sentimento, explica a psicóloga Olga. Se vê o parceiro e um colega rindo, por exemplo, pode achar que há cumplicidade entre eles e que a relação vai além da pura amizade. "Ele não abre mão de sua posição, e o outro acaba cedendo, dando mais margem para achar que tinha razão", complementa.
O psicólogo Thiago Almeida, especialista no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso, explica que há duas formas de agir do ciumento. A primeira delas é a protecionista, na qual a pessoa ciumenta acha que o outro está se afastando e redobra os cuidados para não perdê-lo. "Ela passa a se cuidar mais, fazer academia, e fica loira se o parceiro gostar de loiras, por exemplo", afirma.
Já o retaliador tem outra forma de expressar o ciúme. "Ele vai checar por que o namorado ou namorada não está atendendo ao telefone, vai até a casa da companheira e a revista, certo de que vai encontrar algo comprometedor", explica Almeida. O ciumento é dominado por um sentimento de posse, afirma a psicóloga Olga. "Quem ama quer ver o ser amado feliz", atesta.

Cuidado para o ciúme não desgastar suas relações familiares e amorosas

O ciúme é um sentimento que afeta a maioria das pessoas. Afinal, quem nunca ficou minimamente incomodado com uma "ameaça" a seu relacionamento? E não estamos falando apenas de vida amorosa. Irmãos, amigos e até mesmo animais de estimação ou objetos como livros podem ser alvo de alguém ciumento, conforme explica o psicólogo Thiago de Almeida.
Especialista no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso, ele afirma que o ciúme é uma reação que abrange três elementos: ameaça percebida, o conflito entre o que acontece na vida real e o que a pessoa imagina que ocorra, e as ações tomadas para eliminar o risco da perda do ser ou objeto amado.
Este último caso acontece no caso de sogra e nora. "A mãe percebe a chegada da mulher do filho como uma ameaça. Assim, as duas disputam para ver quem é a mais importante na vida do homem, mesmo que ele não dê motivo para essa insegurança", explica Almeida. Tiradas as proporções, isso acontece também com aquele amigo seu que diz não emprestar os livros com medo de que eles não sejam devolvidos.
Até mesmo os animais sentem ciúmes. Se você tem mais de um cachorro, já deve ter notado que, quando dá atenção a um, o outro começa a se sentir incomodado e a querer carinho também. Com gatos, pássaros e até peixes acontece o mesmo, só para citar os domesticados. E o homem não fica atrás. "Todos somos ciumentos, em menor ou maior grau", afirma Almeida.

Disputa pela atenção está entre principais causas do sentimento na família e no círculo social

Você já deve ter visto esta cena em algum lugar: uma criança pequena fazendo birra para chamar a atenção dos pais, que estão cuidando de seu irmãozinho menor. Pois é, o ciúme atinge até mesmo quem não tem idade suficiente para compreender esse sentimento, explica a psicopedagoga e orientadora familiar Geórgia Vassimon.
“Isso acontece com frequência. É uma situação que envolve disputa de território e afeto, nesse caso do mais velho em relação ao recém-chegado à família”, afirma a especialista. “E os pais acabam contribuindo para o problema, já que o menor exige mais cuidados. Isso faz com que deixem de lado o maior”, completa.
Para voltar a ter a atenção de antes, o primogênito pode querer imitar algumas ações do caçula, como mamar e fazer xixi na cama. “A solução para esses casos é valorizar o maior, explicar que já há coisas que só ele pode fazer, como passear em um parque de diversões”, recomenda Geórgia. Comparar os filhos também ajuda a estimular a ciumeira entre eles.
Aquele discurso de “por que você não é igual ao seu irmão?”, no qual alguns pais tentam impor um modelo de comportamento, é extremamente prejudicial, afirma Geórgia. “É bom deixar claro que cada um é bom em um aspecto, e que ser diferente é legal”, afirma.

Ciúme e atenção

Mas e quando o ciúme se dá entre outros membros da família, como nora e sogra? Nesse caso, pode haver uma disputa pela influência sobre o marido/filho em questão. “Ele tem que deixar claro que pode amar todo mundo. Mas muitas vezes é o objeto disputado que estimula essa competição, para se sentir valorizado”, afirma a psicopedagoga. O ciúme, no entanto, não é exclusivo do ambiente familiar. Amigos também podem expressar esse sentimento.
“É aquele caso de um amigo que larga tudo para viver em função do outro, não admite outras amizades”, ressalta, por sua vez, a psicóloga, pesquisadora e escritora Olga Tessari, autora do livro "Dirija sua vida sem medo - Caminhos para solucionar os seus problemas". Para ter a atenção exclusiva do outro, pode inclusive criar situações para mostrar que o terceiro elemento desse triângulo não é confiável.
E o que se diz de ciúmes do cachorro? Pois é, uma paciente de Olga não gostava que seu cãozinho fosse simpático com outras pessoas na rua. “Então, para não perder a atenção exclusiva dele, ela deixou de levá-lo para passear”, explica. Depois de procurar ajuda, a menina agora já consegue até deixá-lo na casa da irmã. “Hoje ela ri disso”, conclui a especialista.

Dar espaço ao outro é o primeiro passo para construir uma relação sólida

Lidar com uma pessoa ciumenta pode ser desgastante. Ainda mais quando chega ao ponto de a pessoa “fuçar” seu celular ou e-mail em busca de algo comprometedor – na maioria das vezes, inexistentes. Mas como driblar esse ciúme? E, no caso de ser uma pessoa ciumenta, como controlar esse sentimento?
Em primeiro lugar, os dois lados têm de saber que o parceiro ciumento não está passando por uma fase passageira, e que é só ignorar determinadas atitudes e dar tempo ao tempo que as coisas vão melhorar. É o que explica o psicólogo Thiago Almeida, especialista no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso.
“Logo que houver alguma situação que você não gostar ou se sentir invadido, pare para conversar e explicar seus sentimentos”, recomenda. Até porque, continua, o ciumento tende a achar que suas atitudes são para preservar a relação. Uma dica: assim que sentir aquela vontade incontrolável de fuxicar as coisas do seu parceiro, respire fundo e faça outra coisa.
A contadora Tatiane Cristina dos Santos, de 30 anos, reconhece que o ciúme atrapalha sua vida. “Sou muito ciumenta. Quando vejo, já fiz algo. E sempre me arrependo depois”, afirma. Ela pretende, em breve, dar um passo além para acabar de uma vez por todas com seus ataques de ciúmes: “Penso em fazer um tratamento, não é bom ser assim."

Ajuda contra ciúme

A terapia pode ser o único recurso para alguns ciumentos, segundo explica a psicóloga, pesquisadora e escritora Olga Tessari, autora do livro "Dirija Sua Vida Sem Medo - Caminhos para Solucionar os Seus Problemas". “Chega o momento em que ele mesmo busca ajuda, quando percebe que está afastando de si todas as pessoas que se preocupam com ele”, conta. Mas o mais comum é o outro lado pressioná-lo a procurar tratamento.
“Há casos em que somente conversar não resolve. A terapia é a melhor forma de a pessoa acordar e ver que pode tentar ser melhor”, explica. Olga teve um paciente cuja esposa pediu o divórcio após não suportar o ciúme do parceiro. “Ele tentava mudar, e até contava na agenda quantos dias ficava bom: 20. Depois, voltava tudo”, afirma.
Nas sessões, a psicóloga conta que busca aumentar a autoestima do paciente e fazê-lo lidar com alguma mágoa passada que tenha forjado essa característica na personalidade dele. Ela trabalha com a abordagem comportamental cognitiva, focada no problema. Por isso, conversa para descobrir por que ele age de tal forma.
“A gente pede para o paciente listar aquilo que gosta de fazer, e contrastar com o que faz no dia a dia. Geralmente, ele percebe que muito do que faz diz respeito ao que o outro gosta”, afirma. “Mostro que ele tem que se amar em primeiro lugar, para depois amar alguém”, conclui a especialista.

Um comentário:

  1. Muito legal.Gostei de você colocar a opinião de psicólogos com prática clínica, é isso aí! Beijinhos. Dani

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