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domingo, 19 de setembro de 2010

Homens e mulheres: entendam o que vem a ser VAGINISMO

Vaginismo é uma contração involuntária dos músculos perineais (região onde estão situados os órgãos genitais e o ânus) e da parede vaginal durante o ato sexual. Aliado a isso, a mulher pode contrair os músculos das pernas, impedindo a realização da prática sexual, até a colocação de absorvente interno ou mesmo inspeções relacionadas a exames ginecológicos. A questão é tão séria que mesmo uma tentativa ou imaginária de penetração vaginal pode acionar o problema em muitas pessoas que enfrentam esta situação.
O vaginismo se transforma em um transtorno para a mulher na medida em que a tensão muscular local impossibilita a penetração e, nos casos em que assim mesmo ocorre a penetração, ela é muito dolorosa.
Como a contração incontrolada do vaginismo está quase sempre associada a algum problema emocional, quase sempre inconsciente, na maioria dos casos, a mulher nem mesmo desconfia da existência desse problema psicológico. O tratamento do vaginismo é via de regra feito por meio do tratamento psicoterapêutico, pois não se trata de uma infecção ou de uma doença que possa ser medicada. Cerca de 5% das mulheres têm algum grau de vaginismo. Não existe uma causa geral, mas normalmente há um
fundo emocional importante. As causas do vaginismo são variadas e incluem:
1)barreiras religiosas para o sexo;
2)experiências traumáticas na infância (não necessariamente de natureza sexual);
3)comportamento sedutor ou controlador por parte dos pais;
4)inibição sexual já quando adulta;
5)Situações traumáticas de violência sexual;
6)dores ocorridas em relações sexuais anteriores, mesmo se a mulher apresenta
desejo sexual no presente;
7)histórico de exames pélvicos dolorosos
8)dificuldades de comunicação e de integração entre o casal;
9)conflitos entre a sexualidade e à identidade feminina;
10) conflitos emocionais diversos (três exemplos: luto do parceiro mal elaborado,
divórcio mal elaborado, medos associados, como andar de avião, dentre outros).
O tratamento envolve aconselhamento psicológico relacionado à causa do vaginismo. Com o objetivo da eficiência do processo recomenda-se a participação do parceiro nas sessões e nas atividades encaminhadas entre os atendimentos psicoterápicos. Entenda-se que, mulheres sem parceiro sexual podem fazer a terapia
sexual sozinhas. As taxas de sucesso são altas. Dentro de 10 a 15 sessões, cerca de 90% das mulheres com vaginismo respondem à terapia.

Um comentário:

  1. Esse artigo é muito útil! Fico sempre satisfeita por encontrar informação correta sobre o vaginismo, porque, algumas vezes, quem escreve sobre o vaginismo não está suficientemente informado. Para além disso, acho também útil que se fale sobre o vaginismo porque se trata de um distúrbio que, por vezes, é silenciado. E, no caso das mulheres que sofrem de vaginismo, o silêncio é um inimigo porque se não se buscar ajuda, o distúrbio vai-se agravando. Há muitos sites que abordam o problema do vaginismo - em minha opinião, o melhor é o http://www.vaginismus.com/por/ não apenas pela quantidade, e qualidade, da informação prestada, mas também porque oferece guias de tratamento e um fórum privado, que serve de local de encontra de mulheres que sofrem desse problema e que podem trocar experiências.

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