Ferramentas oferecidas pela internet como o Facebook, Orkut e Twitter foram criadas para aproximar e proporcionar interação entre conhecidos ou desconhecidos. Mas o que tem acontecido ultimamente é um efeito inverso. Em vez de unir, as redes sociais têm desestruturado relacionamentos, principalmente os amorosos.
De acordo com o psicólogo, especialista no tratamento de dificuldades amorosas, Thiago Almeida, as relações são consolidadas pelas pessoas e não pela tecnologia. Por isso, cada um deve ser responsável pelas suas atitudes diante da rede. “Uma pessoa ciumenta será ciumenta também na internet. Alguém inseguro ou insatisfeito também será assim online. Pensando nisso, cada um deve saber como agir, o que deve ser feito e com quem se relaciona”, explica.
Para o pesquisador de cybercultura da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Teles, as redes favorecem tanto a união quanto a separação dos casais se os pares não souberem como encarar as interferências externas. “As discussões vão depender muito de como o casal recebe as intromissões alheias no seu relacionamento. Se eles veem comentários e novas amizades como invasores da privacidade e motivo de ciúmes e brigas, isso vai gerar transtorno. Mas se o casal levar como um momento engraçado, isso pode ser construtivo”.
Segundo Teles, pessoas insatisfeitas com a sua relação amorosa se sentem mais seguras dentro destas redes sociais, devido à privacidade e à liberdade que a internet proporciona. “Se comunicar via chats ou e-mail é um fator que facilita os encontros virtuais, sem que necessariamente este seja o propósito do acesso à internet. Interesses em comum levam pessoas a grupos no Facebook e Twitter, por exemplo. Dessa forma, elas se cadastram nos mesmos eventos e, quem sabe, podem iniciar uma amizade online”, diz.
De acordo com o pesquisador, é comum que o desgaste de um relacionamento amoroso ajude no desenvolvimento destas novas relações. “Se a pessoa já se sente predisposta a entrar nestes sites, sabendo que lá existe o "risco" de novas relações, talvez ela esteja insatisfeita com a atual situação do casal. Ou seja, ainda que este novo envolvimento leve a uma possível separação, é provável que esse seja o resultado de um processo já existente e a internet tenha apenas acelerado seu fim, não necessariamente sendo o motivo inicial”, conta.
Os especialistas afirmam que o mais importante para um bom convívio na internet é que o casal se conheça e saiba até onde vão os limites do parceiro. “Tudo vai depender de como os dois vivenciam esta superexposição de fotos, comentários e novas amizades. O casal deve conversar e entrar em acordos para que nenhum agrida o limite do outro”, conclui Teles.
Este blog foi feito especialmente para você que tem dificuldades em seus relacionamentos amorosos e quer melhorar, ou até mesmo está em uma crise conjugal e não sabe o que fazer...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Sete dicas para o sexo a três não acabar em confusão
Sete dicas para o sexo a três não acabar em confusão
Fantasia pode ser colocada em prática e ser prazerosa para todos os envolvidos. Alguns cuidados evitam ciúmes e paixonites
Alexandre Adoni , especial para o iG São Paulo |
Monica Lewinsky está procurando uma editora para publicar suas memórias sexuais. A ex-estagiária da Casa Branca adiantou ao tabloide “National Enquirer” que o ex-amante, Bill Clinton, à época presidente dos Estados Unidos, é fanático por sexo a três. O fetiche é muito comum na fantasia masculina. Na outra ponta, mas com menor frequência, transar com dois homens ao mesmo tempo é tema que esquenta a imaginação erótica das mulheres. A prática, no entanto, pede um acordo prévio entre o casal. No geral, as confusões partem dos mesmos motivos, e o ciúme é o principal deles. Leia abaixo sete dicas para aproveitar o ménage sem se meter em roubada:
Sexo a três: escolher bem o local e valorizar a parceira diminuem risco do arrependimento
1. Tenha 100% de certeza
É importante estar preparada psicologicamente para encarar a terceira pessoa na cama. “Há 50% de chances de dar errado”, avisa Vanessa de Oliveira, ex-garota de programa e autora de livros sensuais, sobre os casos em que o ‘sim’ é dito em decorrência de pressão. E ela completa: “Se chegar no quarto e desistir, então vai ser pior, o cara vai ficar bem bravo”.
É importante estar preparada psicologicamente para encarar a terceira pessoa na cama. “Há 50% de chances de dar errado”, avisa Vanessa de Oliveira, ex-garota de programa e autora de livros sensuais, sobre os casos em que o ‘sim’ é dito em decorrência de pressão. E ela completa: “Se chegar no quarto e desistir, então vai ser pior, o cara vai ficar bem bravo”.
2. Escolha a outra
Ainda segundo Vanessa, para evitar confusões no ménage, a parceira é quem deve escolher a mulher – no caso dele querer outra na cama. “Ela tem que escolher uma pessoa que não incomode seu ego”, sugere. E isso tem a ver principalmente com comparações.
3. Não escolha amigos (as)
O sexo pode não ser bom, já pensou nisso? E ter que encarar o outro é sempre constrangedor nessas situações. Além disso, inserir alguém próximo na transa pode resultar em paixão. Por outro lado é preciso rolar química, assim a missão de encontrar o terceiro elemento não costuma ser fácil.
O sexo pode não ser bom, já pensou nisso? E ter que encarar o outro é sempre constrangedor nessas situações. Além disso, inserir alguém próximo na transa pode resultar em paixão. Por outro lado é preciso rolar química, assim a missão de encontrar o terceiro elemento não costuma ser fácil.
4. Esclareça tudo antes
Para Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamentos, tudo deve ser conversado de antemão. “É preciso esclarecer por que vocês estão querendo isso. Pode ser uma fantasia, pode ser que o relacionamento esteja caindo na monotonia”, aconselha. O diálogo prévio evita cenas de ciúmes e escapes ineficientes para relacionamentos fracassados.
Para Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamentos, tudo deve ser conversado de antemão. “É preciso esclarecer por que vocês estão querendo isso. Pode ser uma fantasia, pode ser que o relacionamento esteja caindo na monotonia”, aconselha. O diálogo prévio evita cenas de ciúmes e escapes ineficientes para relacionamentos fracassados.
5. O lugar ideal
Prefira um local neutro – pode ser hotel ou motel – e jamais a residência do casal. “Se a experiência não for boa, você vai olhar toda hora para a cama e pensar que tudo aconteceu bem ali”, ensina Vanessa, que ainda alerta: “Na casa do terceiro elemento também não é legal. Pode ter câmeras, por exemplo”.
Prefira um local neutro – pode ser hotel ou motel – e jamais a residência do casal. “Se a experiência não for boa, você vai olhar toda hora para a cama e pensar que tudo aconteceu bem ali”, ensina Vanessa, que ainda alerta: “Na casa do terceiro elemento também não é legal. Pode ter câmeras, por exemplo”.
6. Revezamento é tudo
No sexo a três existe o fantasma de um ficar sobrando. Para que todos tenham prazer, o revezamento de carícias é essencial. “Não pode monopolizar nem abandonar um dos parceiros. Tem que dar uma provocada aqui, outra ali”, sugere Thiago.
No sexo a três existe o fantasma de um ficar sobrando. Para que todos tenham prazer, o revezamento de carícias é essencial. “Não pode monopolizar nem abandonar um dos parceiros. Tem que dar uma provocada aqui, outra ali”, sugere Thiago.
7. Valorizando a parceira
Essa dica é para eles. Durante todo o decorrer da transa é desejável que o homem elogie a parceira fixa para a outra. “Ele tem que priorizar a esposa ou namorada para que ela não fique cismada depois”, diz Vanessa. É desejável que o clímax, inclusive, seja com a parceira.
Essa dica é para eles. Durante todo o decorrer da transa é desejável que o homem elogie a parceira fixa para a outra. “Ele tem que priorizar a esposa ou namorada para que ela não fique cismada depois”, diz Vanessa. É desejável que o clímax, inclusive, seja com a parceira.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
Robert Pattinson e Kristen Stewart- as várias faces da Traição
Publicada em 13/10/2012 - 08:20 / Autor: Heloísa Noronha Do UOL
Veja o que pode acontecer com seu relacionamento quando você revida uma traição
Mario Anzuoni/Reuters
- O casal Rupert Sanders e Liberty Ross, antes das fotos do cineasta beijando Kristen Stweart virem a público
Para a alegria dos fãs da saga "Crepúsculo", tudo indica que Robert Pattinson perdoou a traição de Kirsten Stewart. Segundo sites e tabloides especializados em celebridades, os intérpretes de Edward e Bella estariam até pensando em se casar, mas, por enquanto, teriam feito um pacto de não transarem. Na casa de Rupert Sanders, porém, a paz está longe de reinar. Conforme as últimas notícias de Hollywood, o diretor com quem a atriz foi flagrada aos beijos não recebeu a mesma compreensão da mulher, a modelo Liberty Ross.
Mesmo continuando casada com Rupert, a moça tem sido vista acompanhada. Seria uma vingança pública? A probabilidade é grande. E pode funcionar? Talvez. Para alguns especialistas, pagar uma traição com a mesma moeda tanto pode reaquecer um romance quanto enterrá-lo definitivamente.
De acordo com a psicóloga Raquel Fernandes, a infidelidade pode funcionar como uma espécie de teste em relacionamentos que começaram há pouco tempo. "Como o casal ainda não se conhece com profundidade, e às vezes nem existe um compromisso sério, há a possibilidade de um dos dois trair com o objetivo de testar os próprios sentimentos", diz. "Então, o outro acaba fazendo o mesmo para dar o troco, porque também fica em dúvida". A decisão de ficar juntos ou não, nesse caso, tem mais a ver com a disposição para continuar a relação do que com a troca de chifres em si.
É possível que Liberty Ross sequer tenha trocado beijos com outro homem. Mas investir na linguagem corporal para insinuar intimidade com outra pessoa é o suficiente para provocar uma crise de ciúmes daquelas e considerar a vingança consumada. Imaginar, para alguns, provoca mais sofrimento e dor de cotovelo do que ter certeza do que está acontecendo.
Para a psicoterapeuta Gisela Castanho, a traição pode despertar emoções adormecidas. "Não recomendo, claro, mas o ciúme pode ter efeito afrodisíaco. Um homem, por exemplo, pode voltar a perceber o quanto a mulher é bonita e desejável depois de vê-la nos braços de outro", explica. E, para algumas pessoas, provar o gostinho do próprio veneno ajuda a avaliar as consequências das atitudes em relação aos outros.
Segundo o psicólogo e professor universitário Thiago de Almeida, mestre pelo Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), cometer uma infidelidade em retaliação à outra é uma tática mais feminina do que masculina.
"Quando são traídos, os homens, em geral, rompem e nem querem ouvir as justificativas femininas. Já as mulheres que decidem dar o troco, como forma de autoafirmação, querem chamar a atenção", conta. "Para algumas, porém, é uma tentativa de elevar a autoestima que pode colocá-la ainda mais para baixo, principalmente se houver arrependimento", diz Raquel.
Entre os prejuízos da estratégia, tanto para homens quanto para mulheres, o rompimento ocupa o primeiro lugar da lista. Apesar de ter traído primeiro, e de possivelmente ter se arrependido do que fez, a pessoa que é alvo do revide nem sempre está disposta a encarar o episódio com desprendimento. E ações intempestivas têm o risco de machucar quem estiver em volta: filhos, amigos, familiares.
Outro perigo, para os casais que conseguem superar a infidelidade mútua, é transformar as puladas de cerca em algo recorrente, como forma de irritar ou se vingar. "O ideal é que a traição sirva para que homens e mulheres repensem a relação. Transformá-la em algo banal só vai aumentar o abismo entre eles", declara a psicoterapeuta Gisela Castanho.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Veja o que pode acontecer com seu relacionamento quando você revida uma traição
Mario Anzuoni/Reuters
O casal Rupert Sanders e Liberty Ross, antes das fotos do cineasta beijando Kristen Stweart virem a público
Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
Para a alegria dos fãs da saga "Crepúsculo", tudo indica que Robert Pattinson perdoou a traição de Kirsten Stewart. Segundo sites e tabloides especializados em celebridades, os intérpretes de Edward e Bella estariam até pensando em se casar, mas, por enquanto, teriam feito um pacto de não transarem. Na casa de Rupert Sanders, porém, a paz está longe de reinar. Conforme as últimas notícias de Hollywood, o diretor com quem a atriz foi flagrada aos beijos não recebeu a mesma compreensão da mulher, a modelo Liberty Ross.Do UOL, em São Paulo
Mesmo continuando casada com Rupert, a moça tem sido vista acompanhada. Seria uma vingança pública? A probabilidade é grande. E pode funcionar? Talvez. Para alguns especialistas, pagar uma traição com a mesma moeda tanto pode reaquecer um romance quanto enterrá-lo definitivamente.
É possível que Liberty Ross sequer tenha trocado beijos com outro homem. Mas investir na linguagem corporal para insinuar intimidade com outra pessoa é o suficiente para provocar uma crise de ciúmes daquelas e considerar a vingança consumada. Imaginar, para alguns, provoca mais sofrimento e dor de cotovelo do que ter certeza do que está acontecendo.
Para a psicoterapeuta Gisela Castanho, a traição pode despertar emoções adormecidas. "Não recomendo, claro, mas o ciúme pode ter efeito afrodisíaco. Um homem, por exemplo, pode voltar a perceber o quanto a mulher é bonita e desejável depois de vê-la nos braços de outro", explica. E, para algumas pessoas, provar o gostinho do próprio veneno ajuda a avaliar as consequências das atitudes em relação aos outros.
Segundo o psicólogo e professor universitário Thiago de Almeida, mestre pelo Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), cometer uma infidelidade em retaliação à outra é uma tática mais feminina do que masculina.
"Quando são traídos, os homens, em geral, rompem e nem querem ouvir as justificativas femininas. Já as mulheres que decidem dar o troco, como forma de autoafirmação, querem chamar a atenção", conta. "Para algumas, porém, é uma tentativa de elevar a autoestima que pode colocá-la ainda mais para baixo, principalmente se houver arrependimento", diz Raquel.
Entre os prejuízos da estratégia, tanto para homens quanto para mulheres, o rompimento ocupa o primeiro lugar da lista. Apesar de ter traído primeiro, e de possivelmente ter se arrependido do que fez, a pessoa que é alvo do revide nem sempre está disposta a encarar o episódio com desprendimento. E ações intempestivas têm o risco de machucar quem estiver em volta: filhos, amigos, familiares.
Outro perigo, para os casais que conseguem superar a infidelidade mútua, é transformar as puladas de cerca em algo recorrente, como forma de irritar ou se vingar. "O ideal é que a traição sirva para que homens e mulheres repensem a relação. Transformá-la em algo banal só vai aumentar o abismo entre eles", declara a psicoterapeuta Gisela Castanho
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Homem mais novo
por Fernanda Camargo |
01/10/2012
O psicólogo e especialista no tratamento das dificuldades dos relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, comenta sobre os relacionamentos funcionarem independentemente da idade. Ele diz que pesquisas mostram uma premissa básica: “quanto mais o casal for parecido em suas preferências, maior é a satisfação no relacionamento. Isso favorece para que seja mais duradouro e satisfatório, independentemente da idade”.
“Como atualmente o homem e a mulher têm condições sociais igualitárias, sendo a mulher com maior acesso ao mercado do que antes, independência dos valores familiares, não há mais aquele grande problema em ela não ter marido, fora casos a parte”, comenta Thiago. Ele diz que elas conseguiram o poder de controlar o destino de sua vida, já que são independentes familiar, financeira e socialmente. Agora as mulheres procuram alguém com características boas para ela de acordo com as suas novas vontades.
De acordo com Thiago, muitos homens preferem ter um relacionamento com mulheres mais maduras. Ele acredita isso ser, além do amor e outros fatores, por conta da estabilidade. “O que acontece é que, muitas vezes, eles não precisam dividir os recursos como faria como uma pessoa mais jovem. A mulher mais velha também é mais amadurecida pela própria idade e por experiências que encantam muito fácil os homens, principalmente por sua independência”, diz. Porém ele conta que alguns estudos apontam que a tendência é os homens procurarem por mulheres mais novas. “Eles têm o ‘software instalado’ de autopreservação, que busca, na hora da relação, mesmo que inconsciente, características férteis em uma mulher, como ancas largas, seios fartos, propriedades de apropriação”, explica.
Há mulheres que optam por ter um relacionamento com homens mais novos para aumentar a própria autoestima, se sentirem mais confiantes, que ainda têm o poder da conquista. O psicólogo explica que “a autoestima é a média da percepção que temos sobre nós mesmos em relação a diversos papéis sociais. Às vezes a pessoa se dá bem no trabalho, mas vida social ou familiar não é a mesma coisa. A média disso dá uma nota que estimula o seu amor próprio, composta da seguinte forma: autoestima = autoimagem (como me vejo – físico) e autoconceito (o que penso de mim - personalidade)”. Ele afirma que se ambas estiverem prejudicadas, a pessoa pode ter problemas de autoestima, que pode estar em depreciação.
Por se relacionarem com homens mais novos que, muitas vezes, são alvos de paquera de outras mulheres, até mesmo das mais novas, a mulher mais madura acaba sentindo um ciúme um pouco mais forte do que o normal. “Uma pessoa mais jovem provavelmente está inserida em um grupo social que tem mais pluralidade do que as pessoas mais velhas, que acabam, muitas vezes, tendo abandonado o seu grupo social”. Por isso a pessoa mais velha passa a se sentir insegura e ameaçada pelos demais.
Na novela Avenida Brasil, da Rede Globo, a Muricy (Eliane Giardini) está em um relacionamento com Adauto (Juliano Cazarré), um homem mais novo que ela e mesmo assim acabava saindo com Leleco (Marcos Caruso), seu ex-marido. Thiago comenta essa situação. “O tempo que permaneceu com o ex-marido, de forma ou outra, teve contribuições positivas para a vida e para o que ela é hoje. Se temos uma maçã estragada não vamos jogar ela fora inteira. Tiramos o pedaço que não gostamos e aproveitamos o resto. Muitas vezes casamentos precisam de uma maior ventilação de possibilidades. Por isso vão e voltam, casam com outras pessoas e voltam a namorar depois de separado”, diz. Thiago comenta que talvez olhando o outro à distância, o antigo casal recupere o investimento inicial, se apaixonando novamente pelas características que no início os fizeram aderir à relação. “Acredito que o amor não tem idade. Talvez tenha prazo de validade”, diz Thiago.
Assim como em Avenida Brasil, há quem prefira os jovens
Se relacionar com homens mais novos é algo que se tornou comum na atualidade. Mulheres, famosas, muitas já investiram nos “menininhos” para terem como seus parceiros. Alguns desses namoros dão certo e se tornam algo mais sério, outros não passam de alguns meses.O psicólogo e especialista no tratamento das dificuldades dos relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, comenta sobre os relacionamentos funcionarem independentemente da idade. Ele diz que pesquisas mostram uma premissa básica: “quanto mais o casal for parecido em suas preferências, maior é a satisfação no relacionamento. Isso favorece para que seja mais duradouro e satisfatório, independentemente da idade”.
“Como atualmente o homem e a mulher têm condições sociais igualitárias, sendo a mulher com maior acesso ao mercado do que antes, independência dos valores familiares, não há mais aquele grande problema em ela não ter marido, fora casos a parte”, comenta Thiago. Ele diz que elas conseguiram o poder de controlar o destino de sua vida, já que são independentes familiar, financeira e socialmente. Agora as mulheres procuram alguém com características boas para ela de acordo com as suas novas vontades.
De acordo com Thiago, muitos homens preferem ter um relacionamento com mulheres mais maduras. Ele acredita isso ser, além do amor e outros fatores, por conta da estabilidade. “O que acontece é que, muitas vezes, eles não precisam dividir os recursos como faria como uma pessoa mais jovem. A mulher mais velha também é mais amadurecida pela própria idade e por experiências que encantam muito fácil os homens, principalmente por sua independência”, diz. Porém ele conta que alguns estudos apontam que a tendência é os homens procurarem por mulheres mais novas. “Eles têm o ‘software instalado’ de autopreservação, que busca, na hora da relação, mesmo que inconsciente, características férteis em uma mulher, como ancas largas, seios fartos, propriedades de apropriação”, explica.
Há mulheres que optam por ter um relacionamento com homens mais novos para aumentar a própria autoestima, se sentirem mais confiantes, que ainda têm o poder da conquista. O psicólogo explica que “a autoestima é a média da percepção que temos sobre nós mesmos em relação a diversos papéis sociais. Às vezes a pessoa se dá bem no trabalho, mas vida social ou familiar não é a mesma coisa. A média disso dá uma nota que estimula o seu amor próprio, composta da seguinte forma: autoestima = autoimagem (como me vejo – físico) e autoconceito (o que penso de mim - personalidade)”. Ele afirma que se ambas estiverem prejudicadas, a pessoa pode ter problemas de autoestima, que pode estar em depreciação.
Por se relacionarem com homens mais novos que, muitas vezes, são alvos de paquera de outras mulheres, até mesmo das mais novas, a mulher mais madura acaba sentindo um ciúme um pouco mais forte do que o normal. “Uma pessoa mais jovem provavelmente está inserida em um grupo social que tem mais pluralidade do que as pessoas mais velhas, que acabam, muitas vezes, tendo abandonado o seu grupo social”. Por isso a pessoa mais velha passa a se sentir insegura e ameaçada pelos demais.
Na novela Avenida Brasil, da Rede Globo, a Muricy (Eliane Giardini) está em um relacionamento com Adauto (Juliano Cazarré), um homem mais novo que ela e mesmo assim acabava saindo com Leleco (Marcos Caruso), seu ex-marido. Thiago comenta essa situação. “O tempo que permaneceu com o ex-marido, de forma ou outra, teve contribuições positivas para a vida e para o que ela é hoje. Se temos uma maçã estragada não vamos jogar ela fora inteira. Tiramos o pedaço que não gostamos e aproveitamos o resto. Muitas vezes casamentos precisam de uma maior ventilação de possibilidades. Por isso vão e voltam, casam com outras pessoas e voltam a namorar depois de separado”, diz. Thiago comenta que talvez olhando o outro à distância, o antigo casal recupere o investimento inicial, se apaixonando novamente pelas características que no início os fizeram aderir à relação. “Acredito que o amor não tem idade. Talvez tenha prazo de validade”, diz Thiago.
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