segunda-feira, 24 de outubro de 2011





Mulheres sorridentes têm mais chances de conquista


Mulheres felizes conquistam mais

Dizem que a paquera é uma arte. Pode ser.



O que os cientistas ds University of British Columbia comprovaram é que o sorriso auxilia muito nesta missão.

A instituição realizou uma pesquisa para descobrir quais as características que mais atraíam homens e mulheres. Para avaliação foram apresentadas imagens de mulheres orgulhosas, envergonhadas e alegres. O resultado foi que, para os rapazes, a mulher sorridente é mais sexy. "Uma mulher que está sorrindo mostra que está interessada", disse a autora do estudo Jessica Tracy.
O psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, autor do livro "A arte da paquera - Inspirações à realização afetiva" (Editora Letras do Brasil, 2011), concorda com a autora do estudo. Segundo o psicólogo, os homens, inconscientemente, interpretam o sorriso como sinônimo de interesse.
"O sorriso é um portal de boas intenções. Isso vai ser mais notado pelo homem, porque é ele quem irá expressar o seu cortejamento de forma mais expressiva. A mulher é mais responsável por estreitar os laços entre os dois", justifica. "O sorriso mostra que ela está a fim, assim o homem se sente mais seguro para se aproximar", completa.
É como se, de uma forma não verbal, ela autorizasse o homem a se aproximar. Mas o sorriso não é o único responsável pela atração entre um homem e uma mulher. "Por ser uma forma de comunicação, uma troca de mensagem, pode haver ruídos", afirma o psicólogo. Entretanto se mostrar contente tende a atrair outras pessoas. "O sorriso funciona como um lubrificante social", brinca Thiago.

O psicólogo lembra que essa atração é algo inconsciente e que faz parte da condição humana. Não é uma característica que dependa do sexo, tanto homens como as mulheres se interessam por sorrisos e pessoas bem-humoradas. "Estudos mostram que até bebês se aproximam com mais facilidade de pessoas sorridentes. O ser humano sempre tem sua atenção despertada por um sorriso", afirma Thiago de Almeida.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

 Enfim só! A vida do homem que decide morar só



O casamento acabou, a vida na casa dos pais não dá mais, dividir AP já não é mais tão legal... Não importam as razões, milhares de homens entre 30 e 44 anos estão morando sós e lidando com as agruras e alegrias de ser ao mesmo tempo dono-de-casa e único morador. Talvez o primeiro grande desafio seja lidar com tarefas que antes eram de responsabilidade da mãe ou da esposa.

Sozinho, o homem tem de dar conta da administração doméstica. Fazer feira, por exemplo, implica em comparar preços, escolher frutas e verduras, estabelecer quantidade de coisas a serem compradas para que não haja desperdícios, ter paciência na fila do caixa e depois, quando chegar em casa, guardar tudo no seu devido lugar, separando o que está mais perto de vencer do que tem maior prazo de validade. Ah, você não sabia desse detalhe caro leitor?









Isso sem falar do controle dos gastos, do quanto consome energia um chuveiro elétrico, um ferro ligado, o valor de uma diarista ou empregada doméstica fixa, enfim, para quem mora só nem tudo são flores. Mas por outro lado também há muitas vantagens e segundo a grande maioria dos homens, a maior de todas é a liberdade. Não ter de dar satisfações, conhecer melhor a si próprio, não ter de seguir regras, a não serem as suas próprias.

Para o paulistano Juliano Goncalves, engenheiro de 36 anos, a escolha de morar sozinho passa pela liberdade de escolhas “gosto de ficar sozinho, de ter as coisas do meu jeito, de ter a liberdade de mudar de idéia instantaneamente sem ter que negociar com alguém essa mudança de planos.”
Poder receber quem quiser a hora que quiser e bagunçar à vontade, porque não terá ninguém pra reclamar da toalha molhada em cima da cama ou das meias e cuecas espalhadas pela casa é para alguns uma boa razão para morar só. O Pernambucano Marcos Bonora, representante comercial de 43 anos, também prega o discurso da liberdade por preferir morar só: “paz, liberdade, satisfação zero (risos)”
Brincadeiras à parte, vale lembrar que morar sozinho não é sinônimo de solidão ou de egoísmo como muita gente acha. Receber os amigos em casa para festinhas e bate-papos são atividades freqüentes dos homens que moram só e isso não significa bagunça e coisas espalhadas pelo chão. Morar sozinho não evita algumas relações, sejam com pessoas ou coisas dentro de casa.
HOMEM X EMPREGADA DOMÉSTICA
Um homem que mora só precisa de auxílio. Por mais boa vontade e conhecimentos domésticos que tenha uma diarista é importante e será uma verdadeira “mão na roda”. A relação com essas mulheres que cuidam da casa, mas não são sua mãe nem sua esposa varia de homem pra homem.
Para alguns elas são como “anjos da guarda” e interferem inclusive na vida amorosa do patrão, para outros a interferência maior é somente na casa. Alguns homens até são bem organizados e são capazes de lidar com as tarefas domésticas, mas ainda assim não abrem mão de uma boa ajudante. William Câmara Jr, professor de 35 anos de São Paulo é uma exemplo disso:
“ela limpa a casa, lava e passa roupas, arruma a casa, organiza armários e eventualmente faz compras.
Interfere bastante em casa, embora saiba fazer, confio a ela essas tarefas”
O legal dessa relação é que as empregadas domésticas adoram trabalhar para os homens, pois segundo elas, eles são mais tranqüilos, confiam mais e não ficam procurando pó nos móveis. Senti uma certa crítica a nós mulheres, heín?!
Dependendo da idade, as diaristas ou empregadas domésticas acabam agindo como mães, por isso vale entender que por mais próxima que elas sejam de você, a relação é de trabalho, por isso muita atenção com direitos, deveres e acordos, usar recibos é uma idéia interessante. Vale da dica do advogado pernambucano Ewerton Kleber, 35 “a relação empregada/diarista é extremamente profissional até para poder exigir que façam um serviço bem feito.”
AS 5 DICAS BÁSICAS DA BOA CONVIVÊNCIA COM A EMPREGADA DOMÉSTICA/DIARISTA:
1 - Se você raramente está em casa e nunca vê sua empregada, pratique a comunicação via bilhetes.
2 - Oriente-a, desde o início, sobre como você gosta da organização da sua casa, para não ter de dar ordens consecutivas – coisa que a maioria dos homens não se sente à vontade para fazer.
3 - Nunca permita que sua mãe ou namorada interfira no trabalho da sua empregada. Ela é capaz de enlouquecer ao ver "estranhas" se intrometendo no lar do qual ela é a rainha.
4 - Não se esqueça de deixar a geladeira abastecida. Você pode não comer em casa. Mas ela come.
5 - Deixar a casa minimamente organizada facilita a limpeza e evita que ela troque suas coisas de lugar.
HOMEM X MÃES
Não adianta, você virou adulto, saiu de casa, da sua antiga com a esposa ou dos seus pais, mas você sempre será o “filhinho da mamãe”, isso implica que ela vai sim querer dar “pitacos” na sua casa nova e você vai ter de lidar com isso da melhor maneira, afinal, é a sua mãe.
Alguns homens costumam pedir um socorro às suas mães logo no começo da vida de morador solitário e elas adoram ajudar. Seja na decoração da casa, na compra de móveis, utensílios ou receitas culinárias como Juliano Goncalves: “Gosto de cozinhar, e a única vez que pedi socorro foi pra tirar uma duvida sobre uma comida da família. Para o resto sei fazer tudo, até barra de calça.”
HOMEM X CÔMODOS
Morar sozinho não é só mudar de endereço, é preciso organizar os espaços, mobiliar (salvo os que moram em flats) e, claro, decorar a seu gosto, afinal agora a casa é toda e só sua.
Sala - O primeiro cômodo da casa, o lugar onde você receberá suas visitas e provavelmente o local de onde surgirá a primeira impressão do seu lar, por isso fique atento à organização. Quanto ao mobiliário básico, sofá, centro, mesa de jantar com 04 cadeiras, uma estante para livros, objetos de decoração e, se for da sua preferência um móvel para a TV, DVD e aparelho de som.
Cozinha - A primeira coisa a pensar é que, a não ser que você seja um eremita, vai receber visitas em casa, sejam familiares ou amigos, por isso nada de ter um utensílio de cada, já existem jogos de jantar, por exemplo, para 04 pessoas, o mínimo necessário. Como é lugar de preparo de alimentos a limpeza e higiene desse local é antes de tudo questão de ordem. Os itens necessários: geladeira, fogão, microondas, copos de vidro, jarras, chaleira, leiteira, jogo de formas, açucareiro, recipientes plásticos com tampas, cafeteira, liquidificador, grill elétrico, saca-rolhas, balde para gelo, aparelho de jantar (pratos), jogo de panelas, travessas, faqueiro, colheres de silicone, tábuas de corte, esponja, detergente, panos de prato e, por fim, um jogo americano. Pra começar tá de bom tamanho.
Quarto - Esse cômodo é talvez o mais especial da sua nova casa. Não só por ser lugar de descanso, mas por ser também um provável ninho de amor. As recomendações, além de mantê-lo limpo e organizado, incluem os itens básicos, como travesseiros, lençóis (de preferência com elástico, mais fácil de manter no lugar e de forrar), colchas (edredons são mais charmosos), almofadas, cortinas e para manter uma temperatura legal, ar-condicionado ou ventilador.
Banheiro - É aqui que o bicho pega se você não tiver alguém que faça as tarefas domésticas. O Banheiro é um lugar de bactérias por todas as partes, por isso a higiene deve ser feita pelo menos a cada 02 dias. Itens que não podem faltar: toalhas de banho e de rosto, sabonete, pasta de dentes, papel higiênico, xampu, escova de dente e de cabelo, pente, fio dental, algodão, cotonetes e não se esqueça de sempre verificar a necessidade de reposição.
Para a limpeza do lugar (e da casa como todo) é fundamental ter: flanelas, álcool em gel, vassouras, água sanitária, alvejante sem cloro, amaciante, baldes, lustra móveis, rodo, aspirador, ferro de passar, tábua de passar, sabão em pedra e sabão em pó.
VANTAGENS X DESVANTAGENS
Segundo Thiago de Almeida, psicólogo e pesquisador do Instituto de Psicologia da USP (Departamento de Psicologia Clínica), os jovens, a partir do momento em que conseguem emprego e têm um salário, preferem ter seu canto.
Uma questão levantada recentemente foi a de homens que moram sozinhos terem a tendência de serem mais egoístas. Thiago, porém, discorda. “Acho que isso depende muito da personalidade de cada homem. Se ele já tiver em sua personalidade esse padrão de humor, um apego exagerado por suas coisas, com certeza, morando sozinho será mais egoísta”, comenta.
O especialista explica que o que pode acontecer é o homem se tornar mais exigente com suas coisas, mas não egoísta. De acordo com o pesquisador, os amigos e o contato com a família fazem com que a pessoa se torne menos egoísta.

“Homens que moram sozinhos nem sempre são mais exigentes quando se casam. Às vezes, os que moram com os pais são mais exigentes porque acabam fazendo comparações entre a mãe e a esposa”, explica. O psicólogo cita alguns pontos negativos e positivos de um homem que mora muito tempo sozinho. “De positivo a independência, liberdade, amigos, deveres e obrigações; de negativo a inconstância, o mau humor, a solidão e as exigências”, finaliza.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ciúme? Só um pouquinho

Total falta do sentimento pode gerar insegurança e sugerir desinteresse



Lugares-comuns como os que dizem que o ciúme é “tempero” ou “prova” de amor partilham pelo menos duas coisas: muito apoio popular e nenhum respaldo científico. Todo mundo já ouviu que o sentimento que corrói os namorados que se sentem ameaçados não representa nada e, em geral, só faz mal. Mas isso não significa que as pessoas simplesmente abram mão dele. Tem quem provoque ciúme no parceiro só para se sentir querido. Tem quem reclame que o outro não se queixa dos olhares interessados que atrai. Quando o assunto é ciúme, as coisas são mais complicadas do que simplesmente certo e errado.

Foto: Getty Images
O ciúme está presente em quase todas as relações
O psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida lembra que não, em nenhuma hipótese o ciúme significa necessariamente amor. Mas também acredita que não basta conhecer o conceito para determinar o comportamento das pessoas, visto que na prática não é assim que os casais vivem. “Aqui no Brasil as atitudes de ciúme são benquistas pelas pessoas, servem de termômetro do relacionamento. Mas costuma se tornar um problema para a relação”, diz. “A valorização do ciúme é totalmente cultural. Ao longo dos tempos, essas manifestações sempre foram malvistas e até sintoma de patologia”, completa ele. Mas depois do romantismo, isso mudou. E só negar o ciúme não adianta nada.
A publicitária Carmen Oliveira Santos, 31 anos, admite que adora ver o namorado se sentindo ameaçado. Ela repete o discurso de que ciúme demais atrapalha, mas que um parceiro muito seguro a deixa desconfortável. “Admito que às vezes faço questão de contar histórias sobre amigos, por exemplo, só para ver a reação dele. Gosto quando ele reclama”, conta. Cruel? Paulo Otávio Menezes, o namorado, acredita que sim. “Quando não é joguinho e eu realmente fico com ciúme, ela reclama. Se não fico, ela reclama. Se peço para ela não usar uma roupa, ela se ofende. É difícil acertar e ainda lidar com o ciúme que eu realmente sinto”, desabafa.
Thiago conhece bem o paradoxo que a valorização da ideia do ciúme e os desgastes reais de sua manifestação criam nos relacionamentos. O psicólogo conta a história de um casal que o procurou por causa do ciúme excessivo do homem. Com o tratamento, o paciente passou a entender melhor seu sentimento e não demonstrava mais tanto incômodo. Quem ficou ciumenta, então, foi ela, insegura com o novo comportamento do marido.
Como lidar com o ciúme
Como é muito difícil haver um casal em que os dois estejam totalmente livres do ciúme e do gostinho de ver o outro enciumado, o melhor é aprender a lidar com o sentimento. Thiago Almeida explica quando a falta de ciúme pode ser, sim, um sinal de que as coisas vão mal. E conta que existe uma faceta positiva para o sentimento.

Segundo o psicólogo, é normal que as pessoas invistam mais no parceiro no início do relacionamento e que depois de algum tempo a intensidade diminua. Mas, lembrando que ciúme nunca é sinônimo de amor, ele diz que um parceiro ciumento, que deixa de se importar, pode ser corretamente interpretado como desinteressado. “Você pode perceber nitidamente que a mulher avalia mais a relação passado/presente do que o homem. Existe uma correspondência direta na manifestação de interesse do outro, que pode ser uma representação de possessividade apenas. Mas, se existia ciúme e míngua, pode ser sim sinal de desinteresse”. Neste caso, achar que a falta desse sentimento é um problema pode ser um diagnóstico correto.

Mas em geral, sentir, cobrar e manifestar ciúme são atitudes que só atrapalham a relação. Quando Carmen Oliveira se torna a ciumenta do casal, Paulo reclama. E pior: diz que ela acaba abrindo os olhos dele para mulheres que nem tinha notado. O psicólogo concorda. “Os parceiros ciumentos acabam sensibilizando o outro para interesses que eles não tinham”, diz. Tiro pela culatra.

O segredo, mais uma vez, é evitar manifestações mais agressivas, como regular roupas e lugares. “O que não pode é o outro assumir o seu livre-arbítrio, e o que é pior, supostamente autorizado pelo amor. Isso já é sinal de violência amorosa”.

Mas, se o ciúme for inevitável, Thiago dá um conselho para usá-lo a favor do relacionamento. “Tem sim a possibilidade de trazer algo que acrescente. Quando você percebe que existem coisas que faltam em você e podem ser motivo para o parceiro debandar para uma relação paralela, pode investir para melhorar a si mesmo e a relação. Se ela gosta de homens malhados, por exemplo, ele pode caprichar na academia, se ele gosta de mulheres bem vestidas, ela pode se arrumar para ele”, ensina. No fim, talvez seja verdade que quem ama, cuida. Nem que seja de si mesmo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Ficar em abstinência sexual faz mal à saúde

São José do Rio Preto, 9 de Agosto de 2009
Por Cecília Dionizio
Ficar em abstinência sexual faz mal à saúde
Embora muito se fale sobre sexo, de fato, nem sempre se pratica o mesmo com a frequência com que é decantado em verso, prosa e nas melodias românticas. É isto mesmo, tem mais gente falando de sexo do que praticando-o. Hoje não apenas os seminaristas, padres e outros categorias que optam pela abstinência sexual espontânea são privados dos prazeres da carne. Há um sem número de homens e mulheres que passam por verdadeiras privações quando o assunto é encontrar um parceiro sexual. De acordo com a sabedoria popular, a ausência de uma rotina sexual pode levar as pessoas a se tornarem ranzinzas, mal-humoradas e outros adjetivos nem sempre carinhosos. Para a psicóloga Mara Lúcia Madureira, especializada na linha cognitivocomportamental, em Rio Preto, a explicação para isto está no fato de algumas pessoas que já sofrem com transtornos de humor e por isto apresentam alterações no desejo e nas respostas sexuais. “Daí as crenças e suposições populares de que falta de sexo provoca alterações do humor, quando na verdade ambos os sintomas podem aparecer simultaneamente como parte de um quadro patológico”, afirma.
Na prática, ao ter orgasmo a pessoa libera endorfina e uma série de substâncias dentre elas a serotonina - neurotransmissor que desempenha um papel importante na regulação do humor, no apetite sexual e alimentar, função motora, no ciclo sono-vigília e percepção da dor -, que resultam numa melhor disposição da pessoa em questão. Por outro lado, é visível o desconforto que sentem as pessoas que não mantêm uma vida sexual ativa. É como mostra o psicólogo Thiago Almeida, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), em seu artigo “Envelhecimento, amor e sexualidade: utopia ou realidade?”, publicado pela Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em que observa haver “inúmeros exemplos que podemos citar, do modo como o contexto histórico-social valida ou discrimina determinadas práticas, ao verificar o que significa a expressão “viúva alegre”. Muitas vezes as mulheres passam anos sob o jugo de um marido completamente intransigente e quando este é subtraído da vida, estas passam a conhecer a vida por um novo prisma, otimizando e usufruindo situações para as quais não tiveram oportunidade antes,–por exemplo, com um novo parceiro que escolheram.
Embora alguns critiquem essas pessoas, elas nos mostram que a sexualidade faz parte da vida dos seres humanos e está presente em todas as fases do desenvolvimento do homem. Vai desde o nascimento até a morte. A função sexual continua por toda a vida, mesmo na Terceira Idade”, afirma. No entanto, a psicóloga Mara Lúcia observa que a ausência ou não de sexo não deve afetar o comportamento das pessoas. E quando isto ocorre, ela explica que as pessoas já portam alguns déficits cognitivos e comportamentais. “Isto sim pode prejudicar a qualidade das relações interpessoais das atividades sexuais”, diz.
Transtornos
Não por acaso, explica a psicóloga, algumas pessoas portadoras de transtornos psiquiátricos, como o bipolar, por exemplo, têm sua libido afetada. “No curso do transtorno bipolar pode ocorrer diminuição ou inibição do desejo sexual durante um episódio depressivo e aumento exacerbado da libido na fase maníaca (euforia). O desenvolvimento da doença está relacionado a fatores Orlandeli/Editoria de Arte neurobiológicos e psicossociais, e as anormalidades dos sistemas de neurotransmissores podemfavorecer o surgimento de diversos sintomas como oscilações do humor, alterações do pensamentoe comportamentos, sintomas psicóticos, entre outros”, afirma.
Ficar longo tempo sem sexo pode não implicar nada, a não ser em escolha pessoal. Contudo quando isto afeta as relações e o próprio humor é preciso recorrer à ajuda terapêutica. Segundo a psicóloga rio-pretense, quando existe desejo sexual intenso e carência de parceiro para satisfazê-lo, deve-se considerar que já existe um problema instalado na situação. “O mesmo pode referir-se, por exemplo, a crenças religiosas e pecado, timidez ou inibição para iniciar um relacionamento, medo da exposição ou de rejeição, dificuldade para estabelecer vínculos afetivos e por aí vai. Buscar ajuda é a única forma de reverter isto”, diz.
Quem vive esta situação é o mecânico M.D.R., 31 anos, ele diz que é tão tímido que só consegue se aproximar de uma mulher após beber muito. “Como estou sempre ruim, se tento falar em sexo, elas se afastam. E quando consigo ficar com alguém, acabo nem me lembrando direito depois”, confessa. Mara Lúcia observa que muitas pessoas têm dificuldade para reconhecer e admitir os próprios problemas, mas conseguem superá-los com incentivos adequados de amigos compreensivos. Outras, mais resistentes, devem procurar ajuda psicoterápica para modificar seus padrões rígidos de pensamentos e criar um novo repertório de habilidades para viver com mais satisfação.
Masturbação
A masturbação, alternativa muito utilizada pelos homens, é, em muitos casos, ignorada pelas mulheres. E segundo a psicóloga, isto ainda é resquício de influência cultural e modelos familiares que repreendem este comportamento nas mulheres e o encoraja nos homens. “Ainda há um predomínio social de (pré)conceitos que admitem a diversidade de parceiras para homens sem a necessidade de vínculos e sem prejuízo moral, enquanto para a mulher o sexo sem compromisso, com a finalidade exclusiva de satisfazer necessidades fisiológicas é visto de forma pejorativa.”,finaliza.
Alguns efeitos da abstinência sexual:
:: Homens – a privação sexual por até três dias provoca aumento do sêmen e a potência do espermatozoide. A partir do terceiro dia começa o declínio e pode se inverter entre o 7º e o 10º dia.
:: Mulheres – a privação sexual por longo período pode provocar ressecamento e perda da elasticidade dos tecidos e fechamento do canal vaginal, causando dor e sangramento quando ocorrer o ato.
Depoimentos:
>> “Em outras épocas, cheguei a ficar um ano e meio sem sexo, mas hoje tenho muito mais dificuldades nesse sentido. Com dois meses de abstinência já sinto muita falta. E fico até meio destreinada. Meu último parceiro me perguntou há quanto tempo eu não transava devido a minha atrapalhação. Hoje, abstinência sexual me dá dores musculares, de cabeça, tipo enxaquecas e sinusites, e encanações psicológicas ridículas. Ficar sem sexo é complicado, principalmente sem sexo de qualidade. Não é transar por transar, é transar e ter um orgasmo bom. De preferência, ótimo. Aquele que deixa o corpo relaxado, onde realmente acontece uma descarga. Não estou falando necessariamente de sexo com amor, é sexo com intimidade e sintonia. Na falta disso, de vez em quando a gente mesmo se ajeita como pode. Mas é claro que não é a mesma coisa. Masturbação não tem toque, beijo, cheiro, carinho e aconchego. Quando estou com a vida sexual ativa, em paz, emum relacionamento legal, tudo funciona melhor: a cabeça, a pele, o cabelo e a vitalidade orgânica como um todo. Em compensação, quando não estou comum companheiro ou comum homem que eu não consiga ter um relacionamento sexual pelo menos satisfatório, por melhor que as coisas estejam, o corpo sente. Acho que Freud, Reich e toda a psicologia estão certos. Não dá para ignorar nosso lado instintivo. Sexualidade faz parte da vida e tem de ser, de alguma forma, praticada”
M.T.S, 40 anos, empresária ___________________________________________________________________________>> “Há exatos 22 anos, estou sem sexo. Por sinal a idade de minha única filha. O nascimento dela marcou o encerramento da minha vida sexual. Hoje, nem sei se consigo mais manter uma relação sexual. Devo ter voltado a ser virgem. E como não tenho mais qualquer lubrificação, só em pensar sofro com receio de sentir dor. Mas não penso mais sobre isto. Houve tempo em que acordava de madrugada morrendo de desejo, mas aos poucos foi passando eme acomodei. Sinto muita vergonha de me aproximar de um homem e dizer a ele que faz todo este tempo. Com isto, me sinto completa com a maternidade, que de alguma maneira, substituiu com êxito minha vida sexual”
S.G.S., 57 anos, aposentada ___________________________________________________________________________>> Já perdi as contas dos anos que não faço sexo. Mas nem por isto, desisti. Acredito que a qualquer momento o homem que me devolverá o prazer vai aparecer.
W.H.G., 50 anos, profa.

Discutir a relação ou aplicar um 'gelo' estratégico?

Foto: Stock.xchng












Quem nunca discutiu a relação ao menor sinal de que as coisas estavam fora dos eixos? O psicólogo Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos explica que apesar da conversa ser algo positivo nem sempre é o ideal.
“Quando pessoa percebe um comportamento estranho do parceiro a primeira reação é verbalizar, mas se percebe que o outro não está contemplando o ato a melhor maneira é promover um afastamento”, afirma Almeida. Mas nada de radicalizar, o afastamento é colocar o outro na mesma situação, aquele tradicional: sentir na pele.
Segundo o psicólogo são pequenas ações. “Quando o namorado ligar diz que está ocupado e que não pode falar no momento, por exemplo”, explica o autor do livro A Arte da Paquera – Inspirações à Realidade Afetiva. Almeida ainda adverte que o companheiro não deve se sentir manipulado.
Todas essas ações ocorrem porque as mulheres não gostam de sentir preterida e os homens não gostam de se sentir sufocados. Ao menor sinal de rejeição o primeiro passo da mulher é sufocar o outro e consequentemente acaba metendo os pés pelas mãos.
O psicólogo ainda explica que todos, independente do sexo, são sensíveis ao perceber o tratamento diferente do outro, porém algumas vezes pode não passar de uma preocupação exacerbada. “Ninguém precisa estar bem todos os dias, mas se isso passa de uma semana merece atenção”, conta Almeida.
Compromisso
Apesar da grande parcela dos solteiros afirmarem que está difícil encontrar alguém para namorar as coisas não são bem assim. Segundo o psicólogo as pessoas estão receosas de se envolverem.
“Ao final de mais um relacionamento elas percebem que perderam tempo e tempo é um investimento que não volta nunca mais. Ao menor sinal de que o novo relacionamento não dará certo elas desistem”, explica. (Colaborou Larissa Marçal)