Este blog foi feito especialmente para você que tem dificuldades em seus relacionamentos amorosos e quer melhorar, ou até mesmo está em uma crise conjugal e não sabe o que fazer...
O ciúme é um sentimento que afeta a maioria das pessoas. Afinal, quem nunca ficou minimamente incomodado com uma "ameaça" a seu relacionamento? E não estamos falando apenas de vida amorosa. Irmãos, amigos e até mesmo animais de estimação ou objetos como livros podem ser alvo de alguém ciumento, conforme explica o psicólogo Thiago de Almeida.
Especialista no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso, ele afirma que o ciúme é uma reação que abrange três elementos: ameaça percebida, o conflito entre o que acontece na vida real e o que a pessoa imagina que ocorra, e as ações tomadas para eliminar o risco da perda do ser ou objeto amado.
Este último caso acontece no caso de sogra e nora. "A mãe percebe a chegada da mulher do filho como uma ameaça. Assim, as duas disputam para ver quem é a mais importante na vida do homem, mesmo que ele não dê motivo para essa insegurança", explica Almeida. Tiradas as proporções, isso acontece também com aquele amigo seu que diz não emprestar os livros com medo de que eles não sejam devolvidos.
Até mesmo os animais sentem ciúmes. Se você tem mais de um cachorro, já deve ter notado que, quando dá atenção a um, o outro começa a se sentir incomodado e a querer carinho também. Com gatos, pássaros e até peixes acontece o mesmo, só para citar os domesticados. E o homem não fica atrás. "Todos somos ciumentos, em menor ou maior grau", afirma Almeida.
Ciumento distorce realidade
A diferença é o quanto a outra pessoa se adequa às suas imposições ou faz valer o ponto de vista dela. "Você ocupa o lugar que o outro dá. Se começa a aceitar o ciúme, então vai ceder e se submeter às vontades do parceiro", complementa. Segundo a psicóloga Bettina Volk, a insegurança dá a tônica nos relacionamentos marcados pelo ciúme.
"Cada história é uma história, mas geralmente o ciumento é uma pessoa que quer se sentir especial, amada, e, para isso, transforma o outro no centro das atenções", ressalta. Dependendo do grau, a relação pode até se tornar doentia, adverte o psicólogo Thiago de Almeida. "A pessoa pode até perder o controle da realidade."
Ele conta o caso de uma paciente que vivia uma dicotomia: ela tinha dois empregos para sustentar a casa, mas o noivo era extremamente ciumento. Ele acabou cismando com um de seus trabalhos – que representava 60% da renda dela e no qual a parceira interagia com muitos colegas homens. "Para o companheiro, havia lógica em seu comportamento. Só com sessões de terapia ele conseguiu superar o problema", ressalta.
Bettina conclui: o ciumento deve se lembrar que a outra pessoa também tem uma vida, emoções e sentimentos para conseguir respeitar as escolhas dela.
Comunicação diária tornam este tipo de relacionamento menos complicado.
Foto: Long Distance Dating
Uma transferência de cidade por causa do trabalho ou uma temporada fora do país para estudar línguas. Esses são exemplos de situações que podem separar duas pessoas que se amam. Outras relações já nascem marcadas por essa separação, como é o caso de parceiros de lugares diferentes que se conheceram pela internet ou numa viagem de férias. Mas independentemente do fator que causou o afastamento, especialistas no assunto recomendam que os casais nesta posição adotem algumas atitudes para evitar que a distância geográfica mine o relacionamento. Confira sete delas a seguir:
O que a gente quer?
“Não há duvidas que as relações à distância têm mais dificuldade de perdurar, mas isso pode acontecer se as duas pessoas tiverem a mesma expectativa sobre o futuro do casal”, analisa Ailton Amélio da Silva, psicoterapeuta autor do livro “Relacionamento Amoroso: Como Encontrar Sua Metade Ideal e Cuidar Dela” (Publifolha). De acordo com Ailton, os parceiros têm que conversar para ver se querem a mesma coisa desse namoro. “Não vai dar ser certo se um estiver pensando em viver junto no futuro próximo e outro achar que é só um namorico”, alerta.
Sem confiança não dá
A inseparável dupla ciúme e insegurança é possivelmente a maior ameaça para um namoro deste tipo dar certo, na opinião do psicólogo Dirceu Moreira, autor do livro “A Matemática do Amor” (Wak Editora). “Eles trazem sofrimento, provocam cegueira emocional e corroem os alicerces dos relacionamentos”, diz o especialista sobre esses complicados sentimentos. Para Dirceu, a única maneira de evitá-los e com bastante diálogo e a maior transparência possível. Se forem francas e constantes, essas conversas vão aumentar o nível de confiança do casal, que ficará menos vulnerável a essas emoções negativas.
Parceria tecnológica
Os casais contemporâneos que namoram à distância tem uma vantagem em comparação aos que viviam há 20 anos: a internet. A rede mundial tem uma série de programas gratuitos que funcionam como aliados dessas relações. “O Skype, o MSN e a webcam facilitam o contato diário entre os namorados, o que é muito importante para fortalecer o vínculo emocional entre eles”, explica Thiago de Almeida, psicólogo especializado em relacionamentos e autor do livro “A Arte da Paquera – Inspirações à Realização Afetiva” (Letras do Brasil). “Mas não vale ficar cobrando quando um dos dois não puder falar. Tem que ter espontaneidade também, não precisa ser aquela burocracia de conversar todo dia na mesma hora”, pondera Ailton. Uma boa dica é assistir um filme ou um programa de TV ao mesmo tempo e ficar comentando via messenger. Aproxima os amados e diminui a sensação de afastamento.
E o desejo sexual?
O vínculo sexual é muito importante para relacionamento do casal como um todo, mas como mantê-lo num namoro a distância? “O sexo virtual pela internet ou por telefone pode ajudar aliviar um pouco o desejo dos dois, mas obviamente não substitui o sexo em si”, esclarece Thiago, ressaltando que muitas pessoas conseguem sublimar mais a libido do que outras. “É uma necessidade natural de qualquer ser humano, numa relação mais longa é mais fácil de lidar com isso. Quando ela é recente, com os sentimentos mais intensos, é mais complicado”, prossegue o expert.
Não se mortifique
Depois um longo tempo, finalmente chegou o dia se encontrar. Mas depois dos primeiros carinhos, o casal só fica lamentando as dificuldades de amar à distância. “Quem fica reclamando, perde oportunidade de aproveitar o tempo de estar junto”, pontua Dirceu, advertindo que essa atitude é também improdutiva, já que ela não vai resolver o problema. O segredo é curtir o momento sem culpa e sem drama.
Pirando com os detalhes
Outro fator que pode atrapalhar os encontros é o anseio de tornar tudo impecável. Como esses momentos são raros, é quase irresistível ficar planejando cada passo para que nada dê errado na hora. Mas esse desejo de perfeição pode tornar a relação artificial e nada divertida. “Como não vivem na mesma cidade, esses casais também não conhecem plenamente os parceiros. Quando passam um tempo juntos, eles têm a oportunidade de se conhecer. Saber das qualidades e defeitos, do que incomoda ou não no comportamento de cada um”, avalia Thiago.
Sem distância
Os namoros à distância podem dar certo com os cuidados sugeridos pelos especialistas, mas o casal tem que planejar, mesmo que em longo prazo e sem precipitação, o momento em que vão viver juntos ou pelo menos na mesma cidade. Para isso, talvez seja necessário mudar de emprego ou pedir transferência na empresa, por exemplo. E aí é que entra o planejamento. “O que não dá é ficar eternamente nessa situação de viver separado. Além disso, a ideia de que num futuro definido essa separação vai acabar, ajuda diminuir a insegurança e a segurar a barra da situação atual”, finaliza Ailton.
O sonho de toda menina é encontrar o príncipe encantado. Aquele homem perfeito que além de namorado é amigo, compreensível, proporciona inúmeros momentos de felicidade, lhe apoia nas situações difíceis e nunca briga com você.
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Pena que na vida real não é bem assim...
Não existe casal perfeito e muito menos sem brigas. No desenrolar da relação as diferenças surgem e, consequentemente, os desentendimentos. E eles são ainda piores quando apenas a mulher sempre dá o braço a torcer nessas horas. E agora, o que fazer?
Para o psicólogo Thiago de Almeida, especialista no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso e autor do livro "Arte da paquera - inspirações a realização afetiva", isso ocorre pelo fato de a mulher, em determinados momentos, sentir que tem mais razão do que o homem e, quando ele não corresponde, cria uma simetria de que o parceiro está sempre ganhando e ela está sempre perdendo.
"As mulheres querem solucionar tudo, pois elas já têm tudo resolvido na cabeça delas. Mas nem sempre o parceiro está resolvido com aquela situação ou opinião. É importante que ele esteja também", diz o psicólogo. "As brigas se arrastarão durante um longo período enquanto ambas as partes não tomarem uma atitude para solucionar", completa.
Dessa forma, a imparcialidade deve ser evitada dentro do relacionamento para criar um clima harmonioso nos diálogos. "As decisões precisam ser tomadas em conjunto. Mas, ela precisa respeitar a opinião dele e ele a da parceira", afirma Almeida. De acordo com ele, muitos homens preferem o silêncio na relação, pois possuem um repertório menor do que o da mulher e se sentem desconfortáveis para opinar.
Outro fator que inibe o homem é quando a mulher usa críticas para atingi-lo. "Use as queixas para falar sobre algo que não esteja agradando. Se em todo diálogo você criticar seu companheiro, ele se desmotivará ao seu lado e caminhará para um relacionamento no qual se sinta mais confortável", informa o especialista.
E se no momento do diálogo os ânimos dos dois estão alterados o melhor a fazer é esperar uma oportunidade em que estejam prontos para uma conversa centrada e equilibrada. "Deixe passar uns 20 minutos para recorrer às estratégias de apaziguação na união. Nesse intervalo, o cortisol - substância ligada às emoções - sairá do estado de alerta e a pessoa se sentirá mais calma", explica Thiago.
De acordo com Thiago de Almeida se as discussões se tornarem constantes e o parceiro sempre adotar uma postura de nunca ceder, o melhor a fazer é analisar se a relação está mesmo valendo a pena. "Às vezes a pessoa está perdendo a oportunidade de estar ao lado de alguém que a valorize. Tente perceber se o seu parceiro lhe dá algum bom motivo que a faça permanecer com ele", orientou.
A cada dia, número de usuários de aplicativos como Grindr e Tinder cresce cerca de 5% no Brasil
Encontrar um par é o objetivo comum dos usuráriosFoto: Getty Images
Aline Lacerda
O trânsito é motivo de reclamação de quase 100% das pessoas que vivem em cidades grandes, mas, para Carla Cristina, uma tarde parada por causa de um congestionamento na rodovia Anchieta, em São Paulo, trouxe um motivo para comemorar: foi quando ela conheceu o atual namorado, Felipe. “Eu estava entediada, já tinha visto todas as atualizações do Instagram e redes sociais, aí decidi entrar no Blender. Vi que ele estava a uns 100 metros de mim, olhei a foto e o perfil, achei interessante e mandei uma mensagem. Ele respondeu, me adicionou no Facebook e começamos a conversar. Descobri que ele trabalha a cinco minutos da minha casa”, contou. Desde então, foram duas semanas de conversas via internet, seguidas de um almoço, e logo engataram o namoro. “Foi muita sorte tê-lo encontrado”, conta.
Carla é apenas um exemplo entre os milhões que usam aplicativos para celulares e tablets capazes de rastrear pessoas que estão por perto e têm o perfil de acordo com as especificações do usuário. Entre os heterossexuais, o uso destes artifícios ainda é menos popular do que entre os gays, mas a situação vem mudando, de acordo com Justin Mateen, co-fundador do Tinder, aplicativo que surgiu em setembro de 2012. “Não sabemos dizer o número de usuários, mas podemos afimar que são milhões e que eles crescem cerca de 5% a cada dia no Brasil”.
O jornalista Guilherme se surpreendeu com o volume de possibilidades quando se cadastrou no aplicativo. “O que mais chama atenção é a quantidade de gente que usa. Era mulher que não acabava mais”, diz. E tanto sucesso se justifica com várias facilidades. “É uma maneira diferente de conhecer pessoas porque cada um especifica o que quer e esse comportamento é correspondido por outros”, explica Thiago de Almeida, psicólogo especializado nas dificuldades do relacionamento amoroso.
Grindr: o preferido dos gays
“Se quer encontro casual, é o lugar certo. É direto e rápido. No dia a dia, onde você vai encontrar outro cara gay sem ser na noite, no bar? Com o aplicativo você pode encontrar numa biblioteca, restaurante, shopping”, conta o produtor Lucas, de 21 anos, que tem seu perfil online no Grindr há cerca de quatro anos, logo que este tipo de produto começou a ser utilizado.
O Grindr foi criado em 2009, conta com uma versão gratuita e outra paga, e é o preferido dos gays. Os números não deixam dúvidas: o aplicativo está disponível em 192 países, nos quais mais de 7 milhões de pessoas estão cadastradas. Nos Estados Unidos, são 2 milhões de usuários e, no Brasil, mais de 240 mil pessoas. “Como todos os outros gays, eu estava muito curioso para saber quem ao meu redor também era gay, porque você não tem como saber isso em lugares comuns, a não ser em bares, baladas e locais específicos para este público”, diz Joel Simkhai, CEO e fundador do Grindr.
O objetivo inicial é quase sempre conseguir possíveis encontros, parceiros e relacionamentos duradouros, mas ter uma companhia durante uma viagem, fazer amigos e contatos profissionais também estão na lista de benefícios do aplicativo. “Três pessoas que conheci pelo Grindr viraram melhores amigos. Tem até um deles que é meu vizinho e só fiquei sabendo que ele era gay pelo aplicativo”, comenta Lucas. Desde que usa o Grindr, Lucas teve centenas de conversas e encontrou pessoalmente cerca de 40 pessoas. “Se fico cinco minutos com o aplicativo ligado, umas cinco, 10 pessoas vêm falar comigo, ainda mais se for em algum lugar movimentado”.
"Acho muito difícil achar um relacionamento, acho que é mais para encontro casual", diz usuárioFoto: Getty Images
Para o estudante Guilherme, de 20 anos, o aplicativo é uma ajuda e tanto para os jovens gays que ainda não se assumiram para a família e têm dificuldades para encontrar amigos e parceiros. “Eles ajudam muito as pessoas mais tímidas ou até quem não se assumiu e não pode sair para encontros gays, como baladas. Facilita muito o acesso para conhecer pessoas”. Os homossexuais também usam outros aplicativos, como o O Scruff, Hornet, Recon, Growlr e Manhunt
Quem usa
Os usuários de aplicativos como o Tinder e o Grindr têm intenções bem claras: estão dispostos a novas possibilidades, curiosos por novos encontros e abertos às relações. “A diferença para a paquera convencional é que no Tinder já houve recíproca. Os dois já se acharam bonitos. É só encaixar a ideia”, comenta o jornalista Guilherme. E encaixar a ideia é justamente o que fez Carla encontrar Felipe no trânsito. “Ele é de um círculo completamente diferente do meu e eu tinha preconceito com caras como ele, rato de academia, que eu achava meio vazios, mas ele é um gênio. Se eu o visse em uma balada, eu diria que é bonito, mas nunca chegaria nele, nem ele em mim”.
Na vida real
Apesar dos pontos positivos, trazer estes relacionamentos para o mundo real é de extrema importância e é algo que deve ser feito de maneira rápida, segundo Marina Vasconcellos, psicóloga da PUC-SP, especialista em terapia familiar e de casal pela Unifesp. “O problema é que você tem que conhecer a pessoa e logo e sair do papo virtual porque, pela internet, você não sabe quem está do outro lado. Qualquer pessoa pode se passar por qualquer coisa”, explica. Por isso, ter alguns cuidados com a segurança é importante. Escolher locais locais seguros e movimentados para encontrar a pessoa e avisar algum amigo ou familiar de onde vai estar é imprescindível. “Tem que tomar cuidado com a exposição”, explica a psicóloga.
Data: Dia 24 de setembro - Horário: 18h30/21h30 Local: Livraria da Vila - Endereço: Rua Fradique Coutinho, 915 – Fone: 3814-5811 Observação: Estacionamento com manobrista no local
Sinopse do livro: Esse livro foi escrito tanto para as pessoas que tem vontade de ingressar em processo psicoterápico, mas não tiveram ainda essa oportunidade, bem como para aqueles que já são pacientes e tem várias dúvidas sobre esses assuntos, e também para profissionais de diversas áreas que lidam com esses temas e responde esta tua questão e outras relacionadas como, por exemplo: Será que a manutenção de um relacionamento é dada somente pela presença de elementos como o amor e a satisfação? Como se explicariam, então, casos comuns a todos, como aqueles em que, a relação se mantém mesmo na ausência desses fatores? Ou ainda, situações em que o amor, a paixão e a satisfação que cultivam com o parceiro são indiscutíveis, no entanto, a estabilidade da relação é precária? E também: a beleza do amor e suas complicações; o que é e como aumentar o seu amor próprio; dicas para elevar a sua autoestima; fala também sobre o ciúme romântico adequado e inadequado para uma relação; razões e reações para o ciúme; como lidar com uma pessoa muito ciumenta; como deixar de ser uma pessoa muito ciumenta; como lidar com a inveja (sua e das outras pessoas); como lidar com a infidelidade; crenças e mitos sobre a infidelidade amorosa.
Informações dos autores: A psicóloga é especialista Dra. Graziela Baron Vanni em Terapia Cognitivo Comportamental pelo Centro Psicológico e Controle do Estresse. É palestrante convidada por Universidades, Empresas, escolas, abordando vários temas como: Motivação; Qualidade de vida; Psicologia Positiva; Gerenciamento do Estresse; Desenvolvendo da assertividade entre outros. É coordenadora dos eventos “Dia do Combate ao Estresse” e “Dia Mundial da Saúde” na cidade de São Carlos. É diretora da Clínica Qualidade de Vida (www.qualidadedevida.psc.br) e também é apresentadora do programa Aonde Vamos (www.portalaondevamos.com.br)
O Dr. Thiago de Almeida é psicólogo, professor universitário, e atualmente é considerado o maior especialista em relacionamentos amorosos do Brasil. Tem experiência na área de Psicologia Cognitivo Comportamental de caráter breve, com ênfase na psicologia do Amor e também baixa autoestima, ciúme, relacionamentos amorosos, infidelidade, timidez e terapia de casais. É escritor de diversos livros e artigos sobre esses temas. (www.thiagodealmeida.com.br)