sexta-feira, 22 de junho de 2012




Personagens da Globo se mordem de ciúmes
Nas 4 novelas da emissora, 6 personagens só faltam arrancar os cabelos quando o assunto são os parceiros Aline Nunes
aline.nunes@diariosp.com.br
Divulgação Leleco não é único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo Leleco não é único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo

Em 1985, o cantor Roger decidiu que estava na hora de criar uma música para fazer com que os machões se sentissem mais seguros, menos possessivos e, com certeza, muitos o escutaram. Outros tantos, porém, continuaram se mordendo de ciúme. No Divino, de “Avenida Brasil”, por exemplo, um ex-lutador faltou repetidamente às aulas amorosas do músico do Ultraje a Rigor: Leleco, personagem de Marcos Caruso. Na trama, a obsessão do pai de Tufão (Murilo Benício) por Tessália (Débora Nascimento) é tão crônica que já rendeu cadeia, perseguições em porta de motel, traições forjadas e outras atrapalhadas.

O aposentado, porém, não é o único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo. Afinal, nesta semana, ele ganhou um parceiro de peso: Coronel Coriolano (Ary Fontoura), de “Gabriela”, que adora apreciar sua teúda e manteúda Glória (Suza Pires). “Mas ai dela se der bola para alguém”, brinca Suzana Pires. E emenda: “Ele morre de ciúme!”.

Nessa teia do amor, as mulheres também não economizam nos chiliques do coração. Entre elas estão: Isadora (Gisele Batista), de “Cheias de Charme”, Jáqui (Suzy Rêgo), de “Amor Etermo Amor”, e as peruas Noêmia (Camila Morgado) e Verônica (Débora Bloch), de “Avenida Brasil”, que vivem descendo do salto alto. No caso das últimas duas, elas já descobriram a traição de Cadinho (Alexandre Borges). Ainda assim, o perseguem. Exagero? Não. Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, da USP (Universidade de São Paulo), a mania de cuidar dos parceiros excessivamente pode ter origem na infância.

Claudya Toledo, especialista em terapia de casal e responsável pelo site A2 Encontros, completa Thiago: “Em algum momento da vida, a pessoa ciumenta apresenta um registro de insegurança. Isso, no futuro, pode resultar em crises de ciúme”, explica ela. E emenda: “Pode virar doença. Quando a pessoa muda a rotina dela para vigiar o outro, por exemplo, é sinal de patologia”, explica. O tratamento? “Aumentar a autoestima dela”, diz Claudya.

Ainda na Ficção/  Sendo assim, Leleco caminha para um quadro clínico. “Ele é mesmo doente de ciúme”, assume o ator. A razão, segundo Caruso, é a falta de confiança do ex-esportista. “Ele não acredita que uma moça tão jovem e bonita possa amá-lo de verdade”, explica Caruso. Inclusive, na próxima semana, no dia 30, ele armará para Darkson (José Loreto) e Tessália dormirem juntos. Na vida real, Caruso está solteiro, mas já teve quatro casamentos, e diz nunca ter sofrido de ciúme. Suzy Rêgo segue os passos do ator. “Se eu vejo um computador aberto ou se tenho a oportunidade de revirar o celular dele, eu passo longe. Prefiro não saber de nada”, conta a atriz,  casada com o ator Fernando Vieira.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Relacionamento à distância pode dar certo. Veja dicas


Uma transferência de cidade por causa do trabalho ou uma temporada fora do país para estudar línguas. Esses são exemplos de situações que podem separar duas pessoas que se amam. Outras relações já nascem marcadas por essa separação, como é o caso de parceiros de lugares diferentes que se conheceram pela internet ou numa viagem de férias. Mas independentemente do fator que causou o afastamento, especialistas no assunto recomendam que os casais nesta posição adotem algumas atitudes para evitar que a distância geográfica mine o relacionamento. Confira sete delas a seguir:

O que a gente quer? 
“Não há duvidas que as relações à distância têm mais dificuldade de perdurar, mas isso pode acontecer se as duas pessoas tiverem a mesma expectativa sobre o futuro do casal”, analisa Ailton Amélio da Silva, psicoterapeuta autor do livro "Relacionamento Amoroso: Como Encontrar Sua Metade Ideal e Cuidar Dela" (Publifolha). De acordo com Ailton, os parceiros têm que conversar para ver se querem a mesma coisa desse namoro. “Não vai dar ser certo se um estiver pensando em viver junto no futuro próximo e outro achar que é só um namorico”, alerta.

Sem confiança não dá 
A inseparável dupla ciúme e insegurança é possivelmente a maior ameaça para um namoro deste tipo dar certo, na opinião do psicólogo Dirceu Moreira, autor do livro “A Matemática do Amor” (Wak Editora). “Eles trazem sofrimento, provocam cegueira emocional e corroem os alicerces dos relacionamentos”, diz o especialista sobre esses complicados sentimentos. Para Dirceu, a única maneira de evitá-los e com bastante diálogo e a maior transparência possível. Se forem francas e constantes, essas conversas vão aumentar o nível de confiança do casal, que ficará menos vulnerável a essas emoções negativas. 


Parceria tecnológica 
Os casais contemporâneos que namoram à distância tem uma vantagem em comparação aos que viviam há 20 anos: a internet. A rede mundial tem uma série de programas gratuitos que funcionam como aliados dessas relações. “O Skype, o MSN e a webcam facilitam o contato diário entre os namorados, o que é muito importante para fortalecer o vínculo emocional entre eles”, explica Thiago de Almeida, psicólogo especializado em relacionamentos e autor do livro “A Arte da Paquera – Inspirações à Realização Afetiva” (Letras do Brasil). “Mas não vale ficar cobrando quando um dos dois não puder falar. Tem que ter espontaneidade também, não precisa ser aquela burocracia de conversar todo dia na mesma hora”, pondera Ailton. Uma boa dica é assistir um filme ou um programa de TV ao mesmo tempo e ficar comentando via messenger. Aproxima os amados e diminui a sensação de afastamento. 


E o desejo sexual? 
O vínculo sexual é muito importante para relacionamento do casal como um todo, mas como mantê-lo num namoro a distância? “O sexo virtual pela internet ou por telefone pode ajudar aliviar um pouco o desejo dos dois, mas obviamente não substitui o sexo em si”, esclarece Thiago, ressaltando que muitas pessoas conseguem sublimar mais a libido do que outras. “É uma necessidade natural de qualquer ser humano, numa relação mais longa é mais fácil de lidar com isso. Quando ela é recente, com os sentimentos mais intensos, é mais complicado”, prossegue o expert. 


Não se mortifique 
Depois um longo tempo, finalmente chegou o dia se encontrar. Mas depois dos primeiros carinhos, o casal só fica lamentando as dificuldades de amar à distância. “Quem fica reclamando, perde oportunidade de aproveitar o tempo de estar junto”, pontua Dirceu, advertindo que essa atitude é também improdutiva, já que ela não vai resolver o problema. O segredo é curtir o momento sem culpa e sem drama. 


Pirando com os detalhes 
Outro fator que pode atrapalhar os encontros é o anseio de tornar tudo impecável. Como esses momentos são raros, é quase irresistível ficar planejando cada passo para que nada dê errado na hora. Mas esse desejo de perfeição pode tornar a relação artificial e nada divertida. “Como não vivem na mesma cidade, esses casais também não conhecem plenamente os parceiros. Quando passam um tempo juntos, eles têm a oportunidade de se conhecer. Saber das qualidades e defeitos, do que incomoda ou não no comportamento de cada um”, avalia Thiago. 


Sem distância 
Os namoros à distância podem dar certo com os cuidados sugeridos pelos especialistas, mas o casal tem que planejar, mesmo que em longo prazo e sem precipitação, o momento em que vão viver juntos ou pelo menos na mesma cidade. Para isso, talvez seja necessário mudar de emprego ou pedir transferência na empresa, por exemplo. E aí é que entra o planejamento. “O que não dá é ficar eternamente nessa situação de viver separado. Além disso, a ideia de que num futuro definido essa separação vai acabar, ajuda diminuir a insegurança e a segurar a barra da situação atual”, finaliza Ailton.

Ig

Por Redação BK2

Por que traímos nossos amores?

Sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, é um erro confundir os dois sentimentos, diz especialista



Homens traem mais por razões sexuais e mulheres por razões emocionais
Uma marca de batom mesmo que discreta na camisa, um bilhete de motel no bolso da calça do seu namorado, um gesto marcante, uma conversa. Era o que você precisava para confirmar a traição. A primeira pergunta que você quer fazer é: por que ele me traiu? Antes de tentar entender o porquê da traição, devemos diferenciar o sexo do amor e descobrir se mulheres e homens traem pela mesma razão.

O médico psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovati, em palestra feita na Casa do Saber, em São Paulo, afirmou que sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, e que é um erro confundir os dois sentimentos. Para o psicoterapeuta, o amor é algo interpessoal, ou seja, precisa de duas ou mais pessoas para existir, precisa da troca. Já o sexo é algo pessoal. "Tanto é pessoal que quando sentimos prazer na hora do sexo, fechamos os olhos" explica.

Para o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, homens e mulheres traem por razões distintas. "Temos diferenças biológicas, o homem possui 30% mais o hormônio testosterona do que a mulher, o que faz com que eles tenham mais libido, mais desejos sexuais. Enquanto as mulheres possuem 10% a mais de ocitocina no organismo, que, entre outras funções, é responsável pelo sentimento de apego e de vinculação afetiva", afirma.

Por isso, homens traem mais por razões sexuais e mulheres por razões emocionais. "Ternura e tesão são coisas diferentes, a fidelidade sexual é diferente da fidelidade emocional", lembra Gikovati.

Outro ponto que favorece os homens na traição exclusivamente sexual é o fato de eles possuírem desejo visual, e a mulher não. "Mulher se excita ao perceber que é desejada, por isso elas se embelezam mais, tudo para serem notadas. Enquanto os homens gostam de olhar o seu objeto de desejo e se excitam visualmente", comenta Flávio Gikovati.

Homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e para casar, dizem especialistas


22/05/2012 - 07h00 | do UOL Mulher


 Para psicólogo, a postura masculina é consequência de uma sociedade de valores patriarcais
Simone Cunha 
Do UOL, em São Paulo
Apesar da evolução dos tempos, homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e mulheres para casar. E essa diferença existe em uma proporção significativa. “Há sequelas de uma sociedade patriarcal e muitos valores perduram”, afirma o psicólogo Thiago de Almeida, especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), isso ocorre porque os valores demoram muito a mudar, apesar dos comportamentos serem alterados mais rapidamente. “Há uma valorização do marido, que em nossa cultura é visto como um capital", diz Mirian. "Isso faz com que o comportamento sexual feminino seja muito controlado socialmente. Ou seja, a honra masculina ainda está vinculada ao controle do comportamento sexual de suas mulheres”.
O terapeuta Sergio Savian diz que boa parte das mulheres ainda leva em consideração o que os homens pensam delas. “Elas estão preocupadas com o que todos pensam. Aprenderam com suas mães e avós que não podem ser fáceis. Também não querem ser alvo de fofocas maldosas”, diz Savian. Para Mirian, tudo isso é reflexo de uma cultura religiosa. “A família é vista como alicerce da vida social. Observei que em culturas mais individualistas como na Alemanha e na Suécia, por exemplo, essa desigualdade de gênero não é tão forte”, diz a antropóloga. 
Sociedade de valores antigos
Por conta desse pudor, as mulheres omitem que tiveram muitos parceiros, mentem sobre o próprio desejo, fingem ter orgasmos. Para o psicólogo Thiago de Almeida, esse é um processo natural que reflete o quanto a sociedade ainda está enraizada aos valores antigos. “Mulheres costumam dizer que tiveram menos homens. Se tiveram dez relacionamentos, falam que tiveram apenas cinco. Já os homens, se tiveram três, afirmam ter tido dez”, diz Almeida.
Mulheres e homens têm a mesma liberdade sexual?
Sim. As mulheres já conquistaram seus direitos. Só homens machistas diferenciam mulheres para casar e para se divertir.Não. Nossa sociedade ainda tem valores antigos, e a mulher está longe de alcançar a igualdade.Não. Nossa sociedade ainda é um pouco moralista, mas essa situação está mudando.Talvez. Mas as mulheres sempre são mais julgadas do que os homens.Talvez. Às vezes é a própria mulher que deixa de fazer algo com medo do que os homens vão pensar.
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Isso pode ser consequência do ciúme que os homens têm do passado de suas companheiras. Eles frequentemente querem saber com quantos homens elas se relacionaram e o que fizeram com eles. “Por inúmeros motivos e, dentre eles, uma descomunal insegurança masculina, eles infernizam a vida de suas parceiras”, afirma o terapeuta Sergio Savian.
Transar no primeiro encontro
Para a sexóloga Laura Muller, cada um pode viver a prática sexual como preferir, mesmo em um país conservador. “Se essa mulher conheceu um cara que vai julgá-la por ter transado no primeiro encontro, talvez seja importante avaliar se ele realmente combina com seu jeito de ser”, diz Laura. “Quando o assunto é sexualidade, não há regras. O importante é ter respeito". 
Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, o homem fica mais romântico e usa artifícios que podem mascarar sua personalidade na hora de conquistar uma mulher. “Ele pode se mostrar mais moderninho logo de cara, mas depois não leva adiante aquele relacionamento por puro preconceito”, diz. Para Almeida, a mulher que busca sexo casual deve ter isso bem definido em sua cabeça para não criar expectativas, enquanto os homens precisam começar a entender que apenas o tempo mostra os reais atributos de cada pessoa. "Hoje, a principal arma feminina é saber conduzir esse tipo de situação de forma a contemplar sua própria expectativa. E agir de forma equilibrada pode ser a forma mais correta para evitar frustrações”, afirma Almeida.
Igualdade longe de ser alcançada
Para o terapeuta Sergio Savian, a moral está tão incorporada em nossa sociedade que muitas mulheres não sabem estabelecer a diferença do que realmente querem daquilo que foi imposto. A antropóloga Mirian Goldenberg acredita que, mesmo com a maior independência das mulheres, elas ainda preferem fingir que são "comportadas" para não perder o namorado ou não assustarem o pretendente. “Elas ainda se comportam de forma submissa e passiva ou se mostram mais comportadas sexualmente do que realmente são”, afirma Mirian. “A liberdade e a igualdade femininas ainda estão longe de serem alcançadas”. Para a antropóloga, é necessário fazer uma revolução cotidiana. “Enfrentar os preconceitos, os olhares de acusação e as opiniões dos outros”, diz. Para ela, quanto mais mulheres se comportarem com liberdade, mais outras terão coragem de viver os seus desejos.

terça-feira, 27 de março de 2012

7 mitos e verdades sobre relacionamentos

Pesquisas revelam a realidade por trás de sete grandes lendas dos relacionamentos. Acredite se quiser: até a máxima "os opostos se atraem" foi por água abaixo!





Afinidades fazem bem ao relacionamento
Foto: Getty Images
1. Os opostos se atraem mesmo?
Na maioria dos casos, não. "Os semelhantes é que se aproximam, pois os pontos em comum harmonizam a relação", diz o psicólogo Thiago de Almeida. Há, inclusive, um nome para isso: o princípio da homogamia. Segundo o psicólogo Ailton Amélio da Silva, autor do livro O Mapa do Amor (Ed. Gente, R$ 42,90), esse conceito foi comprovado por vários estudos. Um deles analisou desde casados a parceiros que se conheciam havia um mês. Resultado: a maioria tinha idade, raça, nível educacional e religião semelhantes. Ou seja: a atração entre esses casais ocorreu devido às afinidades! "As pessoas parecidas trazem lembranças positivas", diz o autor.


O outro lado


No entanto, ser igual pode ser problemático: “Não é saudável quando a pessoa não traz nada de novo à vida do parceiro”, diz Thiago. Portanto, o ideal é dosar: encontrar pontos em comum sem deixar as surpresas de lado. “Ter os mesmos gostos facilita a convivência, mas o que a sustenta é o vínculo afetivo”, afirma a psicóloga Mariana Chalfon.
2. O homem pensa mais em sexo do que a mulher?
Siiiim! "Isso porque o homem vive mais a sexualidade, ou seja, fantasia mais do que a mulher", explica Celso Marzano, urologista e autor de O Prazer Secreto (Ed. Eden, R$ 40). Uma pesquisa feita pela empresa Onepoll, que entrevistou 3 mil ingleses, comprovou o fato: os rapazes pensam em sexo 13 vezes por dia. Já as mulheres, apenas cinco! Além disso, quase um terço dos moços disse que, logo ao acordar, já lembram "daquilo". "Nessa hora, a produção de testosterona, hormônio responsável pelo desejo sexual, é maior", diz Celso.


Sem machismo


Mas não vale a pena levar isso ao pé da letra. Carla Cecarello, sexóloga e consultora da empresa de produtos eróticos Rede Mel*, diz: "Senão, parece que eles podem tudo e nós, nada”=". Afinal, as mulheres também precisam de sexo! "A diferença é que necessitamos de mais para nos motivar. Já o homem se estimula a fazer sexo sem amor - e é isso que passa a impressão que ele pensa mais sobre o assunto!"
3. Morar junto antes de casar diminui a chance de separação?
Nada disso. Em janeiro, o Journal of Family Psychology divulgou um estudo que derruba essa ideia. Foram entrevistados mil casais - juntos há, no máximo, dez anos -, para avaliar o potencial de divórcio. Vale dizer que 40% deles não viveram juntos antes do casamento, 43%, sim e 16%, apenas após noivarem. Conclusão: 19% dos casais que moraram juntos antes do casório pensaram em se separar - contra 12% dos que se uniram após o compromisso e 10% dos que esperaram pela celebração. Os pesquisadores acreditam que a taxa de separação é maior entre quem morou junto devido ao fato de esses casais possivelmente terem optado por oficializar a união por mero comodismo.


Vale tentar


Apesar disso, a psicóloga Sandra Samaritano recomenda que o casal divida, sim, uma casa antes de assinar os papéis: "Ao morar junto, pode-se descobrir o que é, de fato, o casamento. E o melhor: sem rotular a relação".
4. Eles se declaram antes delas?
Por incrível que pareça, uma pesquisa contraria a ideia de que os moços não demonstram sentimentos. Feito pelo jornal inglês Telegraph, o levantamento mostrou que o homem leva sete meses para dizer à parceira que a ama - já a mulher precisa de um mês a mais para se declarar. "Isso tem relação com mecanismos da consciência e do hormônio testosterona", diz o psicólogo Thiago de Almeida. "Esse hormônio, que regula a paixão e o comportamento sexual, está muito mais evidenciado no homem do que na mulher." Ou seja, dominado pela ação dessa substância, ele fala o que está sentindo, sem diferenciar bem o que é desejo sexual ou sentimento.


Vá com calma


Por agir no impulso, o moço pode esfriar a atitude depois. "Ele não chega a falar que ama a parceira apenas pelo sexo. Mas é possível que, depois da conquista, o homem não se comporte da mesma maneira que antes", afirma o especialista.

Os casados transam mais do que os solteiros, sabia?
Foto: Getty Images
5. Solteiros transam mais do que casados?
É natural pensar que sim - afinal, quem não tem compromisso pode se relacionar com quem quiser, certo? "A impressão faz sentido, mas a realidade é outra. Há solteiros que não querem se relacionar com qualquer pessoa, por exemplo. E muitos casados fazem sexo três ou quatro vezes por semana", afirma a sexóloga Carla Cecarello. Para comprovar essa tese, as autoras americanas Linda Waite e Maggie Gallagher reuniram estudos que apontam os benefícios do relacionamento fixo no livro The Case of Marriage (O Caso do Casamento). Segundo elas, mais de 40% das mulheres casadas disseram estar satisfeitas com a vida sexual, contra 30% das solteiras.


E no Brasil?


Em 2009, o Instituto Datafolha fez um levantamento com 1.888 pessoas para descobrir os hábitos sexuais dos brasileiros. Os casados deram um banho nos solteiros: 24% deles têm relações diárias (só 12% dos solteiros podem dizer o mesmo) e 59% transam ao menos uma vez por semana (contra 42% dos "sozinhos").
6. A aparência em primeiro lugar?
De fato, são nossos atributos físicos que realmente atraem os homens num primeiro momento. Pesquisa da revista feminina americana Cosmopolitan em parceria com a publicação online masculina AskMen.com revelou, inclusive, em que os homens reparam quando veem uma mulher pela primeira vez: » 62% dos entrevistados respondeu sem titubear: o corpo! » 27% disseram ser fisgados por um olhar sedutor. Outros dados curiosos: a ala masculina é atraída por curvas e contornos e costuma evitar contato visual com a mulher em quem está interessada .


O corpo ideal


Um outro estudo - organizado pelos americanos Eli Finkel e Roy Baumeister - foi além e descobriu até o biotipo predileto da maioria dos homens. Eles tendem a se sentir mais atraídos por moças que tenham a cintura fina e o quadril mais largo. Motivo de tal preferência: tais medidas passam aos rapazes a mensagem inconsciente de que a moça em questão possui mais facilidade para gerar filhos .
7. Homem não recusa sexo nunca?
Quem disse que o homem deve estar sempre disposto para transar? Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou o contrário: 36% dos entrevistados afirmaram que já deram ao menos uma desculpa para não fazer sexo. "O mito, aqui, consiste na ideia de que a sexualidade masculina deve estar sempre aflorada, de prontidão", explica o sexólogo Celso.


Resolva o problemaQuando essa recusa acontece com frequência, vale chamar o parceiro para conversar e entender quais os motivos - podem ser, por exemplo, estresse no trabalho ou com a família. "É errado pensar que o homem sempre vai dizer ‘sim’ para a relação íntima. A sexualidade (tanto feminina como masculina) depende dos cinco sentidos", diz o sexólogo Celso Marzano. E quando o casal não namora mais, deixa de criar situações interessantes, há baixa de frequência sexual. "Costuma acontecer, mas é preciso estar atenta e reverter a situação", alerta o especialista.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Relacionamento aberto



por Redação | 27/02/2012

Você é capaz de dividir?






Relacionamento abertoVeja 
A relação é estável. Eles se amam, convivem, quase não brigam e são cúmplices – inclusive nas relações extraconjugais. Para alguns casais, o relacionamento aberto é um processo natural e, apesar da pluralidade da união, uma prática perfeitamente aceitável. “Eles prezam pela lealdade da relação. É uma questão de transparência, sinceridade e de expor a situação. Não tem relação com fidelidade. Ser leal e ser fiel são comportamentos bem diferentes”, explica o psicólogo especializado em relacionamentos e dificuldades sexuais Thiago de Almeida. Entenda um pouco melhor sobre essa forma de amor que vem conquistando, a cada dia, novos adeptos.


“Não gosto quando as pessoas associam o R.A. (relacionamento aberto) com infidelidade. Não se trata de uma traição consentida”, opina Flávia S., casada e integrante de uma comunidade virtual chamada “A Beleza do Casamento Aberto”. Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, realmente não existe traição quando ambas as partes estão de acordo. “Você trai quando faz algo escondido ou quebra um ‘contrato’ de exclusividade com o parceiro. A partir do momento em que vocês concordam com essa forma de se relacionar, as coisas mudam”, destaca.

Existem diversas maneiras de se relacionar abertamente. Alguns casais fazem um acordo em que absolutamente tudo o que se refere a uma terceira pessoa deve ser conversado, mas sem cobranças. Já outros preferem omitir os detalhes dos romances extras. “Existe também o chamado ‘poliamor’, que permite que você esteja envolvido com outras pessoas ao mesmo tempo. É como se fosse uma rede de contatos organizada, onde todos podem se relacionar uns com os outros. Não é tão comum aqui no Brasil. Mas existe”, conta Flávia.

Também



O R.A. também pode se restringir apenas à prática sexual, muito comum entre casais que frequentam casas de swing. “É como se eles tivessem a necessidade de se completar nesse momento de prazer extra”, relata o psicólogo. Nesse caso, a regra é clara: o ato só pode ser consumado quando seu parceiro estiver com você naquele momento.

Hoje, aos 39 anos, Flávia S. optou por se relacionar apenas com um parceiro. A promotora de eventos afirma que um relacionamento liberal pode ser tão bom quanto um baseado na monogamia: “Eu fiz uma escolha. Meu casamento anterior foi um sucesso, apesar da separação. Nos relacionávamos muito bem na cama e no dia a dia. Infelizmente, devido a outros problemas, aconteceu de a gente não ficar mais junto depois de 9 anos. Hoje, escolhi me dedicar a uma única pessoa e ela a mim. Mas isso não significa que, amanhã ou depois, possamos entrar em um consenso e decidir por um outro caminho. Por isso, não abandono a comunidade da rede social. Quero manter os contatos e não há nada de errado nisso”.